Trabalho de Tite está em xeque no Corinthians

Trabalho de Tite está em xeque no Corinthians

Tite gesticula durante a partida de ontem, em Campo Grande

Tite gesticula durante a partida de ontem, em Campo Grande

Foto: Rodrigo Coca/Fotoarena

Para a maioria, o peso dos títulos, conquistados em um intervalo de dois anos, ainda seria maior. Pergunte isso, então, para os torcedores corintianos ou até mesmo para Tite...

O treinador deixou o campo, ontem, visivelmente abatido. Aliás, durante a partida, esse abatimento já apareceu. Levar dois gols de Gilberto em 12 minutos foi um grande golpe.

Adepto do 'fala muito', Tite mal abriu a boca no banco. Parecia não acreditar que o atual campeão mundial estava levando um baile da Portuguesa. Não duvidando do talento da Lusa, que ganhou quatro dos últimos cinco jogos, mas pela atuação horrorosa do Timão.

A equipe alvinegra conseguiu ser pior do que o gramado do Morenão. Erros de passes, finalização, marcação, posicionamento... Nem de pênalti conseguiu quebrar a marca de um gol em oito partidas. Guerrero bateu na mão de Lauro.

Até a torcida não teve muita força para xingar. Parecia atônita ao ver Ibson -; contratado a pedido de Tite -; jogando no lugar que, até outro dia, era de Paulinho. Ao ver Gil fazendo uma partida péssima e sendo expulso. Ou Ralf sendo envolvido pelos meias da Lusa.

ELE FICA/ Tite é vitorioso, mas a má fase deixa o treinador na mira dos já irritados conselheiros e torcedores alvinegros. Perder por quatro gols depois de oito anos (a última vez foi em 8 de maio de 2005, nos 5 a 1 contra o São Paulo) e passar um mês sem ganhar é complicado.

A diretoria, porém, manteve o discurso. 'O nosso pensamento sobre ele continua o mesmo. Ele continua o trabalho', garantiu o gerente de futebol do clube, Edu Gaspar.

O problema é que promessas, no futebol, são tão firmes quanto um prego na areia. E, quando a pressão aumenta, fica ainda mais difícil mantê-las.

Zaga titular, suspensa, não vai encarar o Bahia
Tite não acredita muito em sorte no futebol, mas, quando a fase é ruim, parece que absolutamente tudo começa a dar errado ao mesmo tempo. Além da crise que vive, o treinador não poderá contar com a dupla de zaga titular para o jogo de quarta-feira, contra o Bahia, em Mogi Mirim.

Paulo André e Gil, que, apesar da má fase ainda formam a melhor defesa do Brasileiro, com 17 gols sofridos, estão suspensos. Muito provavelmente os dois
darão lugar a Felipe e Cleber.

A situação de Paulo André é um pouco mais tranquila. O camisa 13 recebeu o terceiro cartão amarelo por falta dura em Gilberto, vai cumprir o jogo automático de gancho e deverá retornar no domingo, contra o Atlético-MG.

Gil tem cenário mais complicado. Como foi expulso por dar uma cotovelada em Bergson, ele cumprirá a suspensão automática e, pela gravidade da falta, será julgado pelo STJD.

Felipe é o substituto natural de qualquer um dos dois, mas, com a situação inusitada, Cleber finalmente fará a estreia. Ele foi contratado no fim de julho, mas ainda não entrou em campo.

A única notícia boa pode vir do meio de campo. Guilherme está em fase final de recuperação da grave lesão na coxa esquerda e tem boas chances de retornar ao time titular.

Caso realmente seja escalado por Tite para encarar os baianos, o volante entrará na vaga que, ontem, foi de Ibson, formando dupla com Ralf.

opinião: Plínio Rocha - editor assistente de Esportes do DIÁRIO
Agora, a cabeça foi para o espaço

Que a fase técnica do Corinthians está mal, há muito tempo, todo mundo sabe. Mas, agora, entra um problema que pode ser ainda pior. O descontrole emocional. Ontem, em Campo Grande, a equipe começou a dar mostras disso. Gil foi expulso de maneira infantil, depois que o árbitro já havia, até, marcado falta a favor do Timão. Depois, Emerson acertou um soco na cara de um rival. Se os nervos não estiverem no lugar, a coisa vai piorar ainda mais.

ATUAÇÕES | Portuguesa

8,0 LAURO
Pegou um pênalti que poderia ter mudado o rumo da partida.

8,0 CORREA
Deu duas assistências para os dois primeiros gols da partida.

6,5 MOISÉS MOURA
Fez uma partida segura, exceto pelo pênalti
bobo que cometeu.

7,5 VALDOMIRO
Ganhou quase todas do ataque corintiano, seja pelo alto ou pelo chão.

7,0 ROGÉRIO
Apareceu bem pelo lado esquerdo e não levou susto algum na defesa.

7,5 FERDINANDO
Não deu sossego para os meias rivais. Ajudou a tornar o jogo fácil. Lima entrou com a partida
ganha. SEM NOTA

7,0 BRUNO HENRIQUE
Ajudou a fechar os espaços atrás e colaborou na saída de bola.

7,5 MOISÉS
Deu lindo passe para o terceiro gol. Tocou a bola com muita qualidade.

8,0 SOUZA
Ditou o ritmo do meio de campo durante a partida e deu o passe para o quarto gol da Lusa.

7,0 BERGSON
Correu muito e lutou, mas foi muito menos acionado do que o companheiro. Cañete ajudou a prender a bola. 6,5

9,0 GILBERTO
Fez três gols contra o Corinthians. Precisa de mais? Wanderson entrou e fez o dele.  7,5

8,5 ALEXANDRE FAGANELLO
Tudo bem que o trabalho é do suspenso Guto Ferreira, mas a Lusa anulou todas as jogadas do Timão e deu show.

ATUAÇÕES | Corinthians

5,0 CÁSSIO
Hesitou um pouco no primeiro gol, mas não foi o culpado pela goleada.

3,5 EDENÍLSON
De novo, vacilou na marcação. A Lusa deitou e rolou pelo lado direito.

2,0 GIL
Fez seu pior jogo pelo time. Além de vacilar em dois gols, foi expulso de maneira infantil.

3,5 PAULO ANDRÉ
Muito desatento. Pelo menos não deu cotoveladas. Jocinei mostrou vontade. E só. 4,5

3,0 IGOR
Deixou uma avenida pela esquerda. Pato entrou atento e até fez um gol, anulado pelo árbitro. 6,0

4,5 RALF
Deu espaço no primeiro gol e, sobrecarregado, foi dominado pelos meias.

3,0 IBSON
Saiu aos 29 da etapa inicial. Foi tarde demais. Danilo ao menos buscou o jogo, ainda que tenha feito pouco. 5,0

4,0 ROMARINHO
Não criou, chutou ou ameaçou. Só correu. Pena que não era um campeonato de 100 m rasos.

4,5 DOUGLAS
Tentou dar qualidade à criação, mas o gramado ruim o atrapalhou.

5,5 EMERSON
Sofreu um pênalti e pelo menos tentou alguns lances individuais.

3,0 GUERRERO
Perdeu pênalti e errou quase tudo. Depois, não adianta reclamar que a bola não chega.

3,0 TITE
Só por escalar Ibson já merece nota baixa. O desempenho do time em campo foi pavoroso.

Fonte: Diário de São Paulo

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