Belletti critica atuação de Pato e vê atacante mais longe da Copa

Belletti critica atuação de Pato e vê atacante mais longe da Copa

Segunda contratação mais cara da história do Corinthians (R$ 40,5 milhões, atrás apenas de Tevez), Alexandre Pato ganhou uma nova chance na Seleção mesmo não estando em grande fase. O atacante foi titular contra a Zâmbia, mas, na opinião do comentarista Juliano Belletti, não teve uma grande atuação na vitória por 2 a 0 e pode ter ficado mais longe de uma vaga no grupo dos 23 que Felipão vai escolher para a Copa do Mundo.


Pato começou a partida, mas acabou substituído por Jôno intervalo. Na análise do "VC dá nota", realizada pelo GloboEsporte.com, o jogador foi um dos mais mal avaliados pelos internautas. Segundo Belleti, o atacante não começou a partida tão ligado quanto deveria e não buscou o jogo.

- Acho que ele esperou fazer algo no segundo tempo. Ele deu uma entrevista no intervalo dizendo que no segundo tempo ia aparecer, ele buscou pouco o jogo na verdade. Ele esperou mais a bola chegar até ele, quando chegava. O Jô saiu muito mais da área do que ele. E nas vezes que o Pato era exigido, não dava sequência, não completava uma tabela, não finalizava bem. E nesse momento não tem jeito, Felipão deve ter pensado assim: "Se não vai fazer gol em Zâmbia, como é que vou (contar com ele)"... é assim que o Felipão pensa mesmo - afirmou Belletti.

O comentarista volta no tempo e recorda como jogadores que não foram bem em partidas contra adversários de menor expressão acabaram perdendo vagas no grupo do Mundial de 2002.

- O Felipão pode dar mil entrevistas coletivas e falar de maneira diferente, mas eu vi jogadores que deixaram de ir para a Copa do Mundo de 2002 porque num dos últimos amistosos, contra a Islândia, jogadores que estavam testados não fizeram gol, mesmo jogando muitas partidas antes, e não foram para a Copa. Felipão é muito sistemático nisso. Tem que mostrar quando é exigido. Não mostrou, dificilmente Felipão leva. É o caso do Élber, teve o França, Washington, uns quatro ou cinco jogadores que, nesses amistosos mais fracos, apresentaram baixo rendimento. Aí não tem como o Felipão confiar né - lembrou Belletti.
Belletti foi à Copa de 2002, convocado por Felipão, e chama a atenção para a importância do jogador dar uma boa impressão ao treinador atuando de forma intensa, mesmo sendo um amistoso contra uma seleção do terceiro escalão do futebol mundial.

- Desde o primeiros minutos tem que ter intensidade. Não pode esperar 15 ou 30 minutos, é no primeiro pique, na primeira dividida, na primeira finalização, não querer pensar em fazer um gol de toquinho, faz 1 a 0 logo, vai para o abraço, e passa a dúvida para o técnico. E não esperar que na próxima jogada vou fazer uma coisa boa. Isso é seleção brasileira, é uma competição interna sadia dos melhores jogadores do momento do país - lembrou o comentarista.

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