Contra o Grêmio, Walter promete fechar o gol do Corinthians

Contra o Grêmio, Walter promete fechar o gol do Corinthians

Walter chegou ao Parque São Jorge no começo de maio

Walter chegou ao Parque São Jorge no começo de maio

Foto: D.Augusto Jr./Ag Corinthians

Walter ficou assustado quando Tite o chamou para entrar em campo contra o Criciúma, sábado. Cássio havia se contundido e o goleiro de 25 anos teria a primeira oportunidade no Corinthians. Ele se lembra de que o conselho do treinador foi bem simples: 'A oportunidade está aí. Agarra'.

Foi tão bem que será o titular no confronto com o Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta. A decisão em Porto Alegre pode colocar à prova uma qualidade que divide com o colega lesionado: defender pênaltis. 'No Campeonato Paulista, foram três cobranças. Peguei duas', avisa.

Walter estava na modesta União Barbarense. Defendeu o chute de Emerson Sheik, na partida contra o próprio Corinthians, e o de Osvaldo, diante do São Paulo. Fez o bastante para chamar a atenção de Tite.
A definição do classificado amanhã será nos pênaltis se os 90 minutos terminarem empatados em 0 a 0. Pelos desempenhos defensivo e ofensivo do Timão recentemente, é um resultado bem possível.

'Estou pronto, se precisar. Ansiedade sempre existe. Depois passa', disse o novato, que será titular pela primeira vez num dos jogos mais importantes do ano para o clube.

Resolvido/ A decisão pela escalação de Walter foi tomada em conversa do preparador de goleiros Mauri Lima e Tite, segunda pela manhã, no CT do Parque Ecológico. 'Decidimos pelo Walter. Como ele teve a chance, mostrou tranquilidade e passou calma para o time, a gente acha que o certo é ele continuar', analisou Mauri.

O titular desta quarta confessou ter maior afinidade, entre os goleiros, com Cássio. Ambos têm queixo proeminente. Também receberam oportunidade num momento difícil da equipe. Cássio entrou nas oitavas de final da Libertadores do ano passado, contra o Emelec-EQU, após Júlio César ter falhado diante da Ponte Preta no Paulistão. A vez de Walter apareceu na Copa do Brasil.

'Eu sei que pode ser o momento em que minha carreira vai mudar para sempre. Para o bem ou para o mal. Espero que seja para o bem', sonha, nem querendo pensar na possibilidade de uma falha.

A chance caiu no colo de Walter. É só ele agarrar, como pediu Tite.

Os pênaltis defendidos por Walter no Paulistão:

Rasteiro
Ele não conseguiu evitar a derrota por 3 a 0, mas defendeu o pênalti cobrado por Emerson Sheik.

No alto
O São Paulo vencia por 2 a 1 em Santa Bárbara. Walter evitou que Osvaldo fizesse o terceiro.

ENTREVISTA COM WALTER:

DIÁRIO_ Para qualquer jogador de linha, entrar numa situação como essa, em um jogo decisivo, poderia ser visto como uma 'roubada'. Mas, para o goleiro, não há como surgir chance de outro jeito...
WALTER_ É verdade. Não dá para escolher a hora, não é? Desde quando cheguei, o Tite dizia para eu trabalhar e esperar o meu momento. Foi o que fiz. Goleiro é diferente. A oportunidade surge de uma hora para a outra, quando ninguém espera.

Imagino que, quando entrou contra o Criciúma, nem teve muito tempo para pensar. Entrou em campo e pronto. Está pensando muito no Grêmio desde domingo?
Passa pela cabeça. No sábado, tive de entrar correndo e me aquecer durante o primeiro tempo. É diferente porque, quando goleiro vai para o banco, vai mais relaxado do que os outros. A chance de acontecer alguma coisa e ser chamado é muito pequena. Mas aconteceu. Ser titular contra o Grêmio, se acontecer, é algo para o qual vou me preparar.

Você tem consciência de que esse jogo em Porto Alegre pode mudar a sua vida?
Tenho. Sei disso. Para o bem e para o mal. A gente espera corresponder à confiança depositada. Pronto, eu estou.

Você foi bem na estreia. Não sentiu o peso de entrar durante um jogo complicado?
Na primeira vez que a bola veio na minha direção, defendi e me senti bem em campo. Isso foi fundamental. Fiquei à vontade e creio que fiz o que se esperava de mim.

Deu para relaxar, dormir direito na noite de sábado para domingo?
Relaxei no vestiário, após a partida. Mas, em seguida, já veio o pensamento de que o time poderia precisar de mim contra o Grêmio.

Você estava havia muito tempo sem jogar. Desde o Campeonato Paulista. Essa falta de ritmo não atrapalha mais o goleiro do que os outros?
É. Você treina pra caramba. Mas jogo é outra coisa. Tem de estar ligado sempre. Estava sempre atento ao que o Cássio fazia bem em campo para, quando aparecesse a minha oportunidade, fazer igual.

Tem gente falando que você é parecido com o Cássio. Concorda com isso?
Acho que não tem nada a ver. É um grande goleiro, um cara simpático, me dou bem com ele. Mas, fisicamente, não temos muita semelhança, não. Pelo menos, eu acho isso.

Fonte: Diário de São Paulo

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