Operador de guindaste na Arena Corinthians afirma que não errou

Operador de guindaste na Arena Corinthians afirma que não errou

Operador de guindaste na Arena Corinthians afirma que não errou

Operador de guindaste na Arena Corinthians afirma que não errou

O operador de guindastes José Walter Joaquim, de 56 anos, prestou depoimento nesta quarta-feira à polícia e contou o que aconteceu no canteiro de obras da Arena Corinthians, quando ele controlava a máquina no momento em que a peça de 420 toneladas, que seria colocada na cobertura do estádio do Corinthians, deslizou pela fachada, provocando a morte de dois operários.


Segundo Carlos Kauffmann, advogado do profissional e da empresa Locar, proprietária do guindaste, José Walter contou que não houve erros no processo. 'Ele estava muito tranquilo, explicou todos os pontos e todas as perguntas foram respondidas. Ele foi tratado com respeito, mas seu depoimento não dá indício de causa do acidente. Desde o início, tenho plena convicção de que não houve falha humana. Todos os cuidados foram tomados, tanto por ele, quanto pela Locar e pela Odebrecht', disse.

O advogado revela que o funcionário está bastante abalado por tudo o que aconteceu, mas que está em condições de voltar a trabalhar no estádio assim que for chamado. 'Ele é o melhor operador de guindastes da Locar. É experiente, faz isso há 34 anos e tinha levantado as 37 peças da cobertura antes do acidente. Pessoalmente, ele está extremamente chateado e abalado porque nunca teve um arranhão enquanto trabalhava. A empresa também está chateada e consternada', explicou Kauffmann.

A expectativa é que os peritos ajudem a esclarecer o que aconteceu no fatídico dia. Existe um laudo técnico de engenharia que fará uma análise da máquina. Os dados da caixa-preta do guindaste foram enviados para a Alemanha, para a sede da fabricante Liebherr. 'Tudo o que aconteceu estará detectado na máquina, não dá para especular nada', afirmou o advogado.

Os primeiros dias do operador José Walter foram os mais difíceis, até por causa do assédio e das muitas perguntas sobre o acidente. Ele teve de ficar distante dos holofotes e, muito abalado, contou com um suporte da empresa e do advogado para lidar com a situação. 'A empresa está fazendo isso, é um trabalho emocional importante, até para que ele perceba que foi um acidente', disse Kauffamann.

A polícia ainda vai ouvir outras pessoas que estavam presentes no momento do acidente e, até o momento, não foi falado se o operador precisará prestar novos depoimentos. 'A empresa está à disposição das autoridades', concluiu o advogado.

Fonte: Futebol Interior

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