Medida antivandalismo salvou vidas na Arena Corinthians

Medida antivandalismo salvou vidas na Arena Corinthians

4.1 mil visualizações 22 comentários Comunicar erro

Precauções tomadas na Arena Corinthians contra possíveis atos de vandalismo de torcidas contra o estádio evitaram que o acidente com o guindaste causasse mais mortes.
Se não fosse um tratamento antivandalismo que reforçou o vidro da fachada leste, que funciona como telão, ele se fragmentaria em projéteis ao ser atingido por uma peça de 420 toneladas. E alvejaria aqueles próximos ao local.
É o veredito do italiano Christian Ceccato, especialista em engenharia dinâmica, que estuda os efeitos de elementos sísmicos e que trabalha na fachada da arena.
“Certamente o acidente teria sido pior, com mais vítimas”, disse Ceccato à Folha.
“As seis, oito pessoas que deixaram o local no momento do acidente teriam sido atingidas pelos estilhaços.”
“[O efeito] seria como o da explosão de uma granada”, complementa Erwin Galtier, o presidente do Grupo Galtier, empresa responsável por importar e instalar o vidro.
“Quando começamos a falar de telão em estádio de futebol havia a preocupação [do Corinthians] com as reações dos torcedores, que nem sempre exibem o comportamento mais racional [após determinados resultados de jogos de futebol]“, explica Galtier.
Um problema adicional teria emergido se o telão tivesse se fragmentado: não haveria tempo para repará-lo até a Copa de 2014. A produção dessa quantidade de vidro (250 quilos) e a sua instalação consumiriam sete meses.
FÓRMULA
O tratamento especial encomendado à fábrica na Itália resultou em um vidro que sob forte impacto ou vibrações não estilhaça: Entorta apenas e, na área de impacto da peça de 420 toneladas, algumas partes trincaram.
A matéria prima para a produção do vidro estava livre de partículas de níquel, que caracterizariam pontos fracos.
Foram aplicadas duas técnicas diferentes na sua produção para potencializar sua resistência. Cada ‘folha’ é composta por duas lâminas que passam por preparações distintas, e que por isso são imunes a espécies diferentes de problemas e que depois são unidas por cinco camadas de uma película especial.
Uma das lâminas passava por um processo de têmpera sob temperatura bem superior à usada no processo, normalmente de 750°.
A seguir, o vidro, quentíssimo, é resfriado subitamente com um sopro de ar frio.
Enquanto isso a outra lâmina passa por um termo-endurecimento no qual o tempo do ciclo do resfriamento é igual ao do aquecimento, em vez de ser abrupto como ocorre no processo tradicional.

Fonte: Boa Informação

Veja Mais:

  • Maycon (à esq.) não fica após Copa; Rodriguinho e Jadson devem receber ofertas

    Andrés diz que Corinthians deve perder três titulares durante janela de transferências

    ver detalhes
  • Walmir e Carille batem papo durante treino; ambos deixam Corinthians rumo ao Al-Wehda

    'Pego de surpresa', braço-direito de Carille diz ter poucas informações sobre clube saudita

    ver detalhes
  • Balbuena foi capitão na última partida entre os dois times

    Corinthians defende bom retrospecto contra o Internacional neste domingo; veja números

    ver detalhes
  • Bicicleta de Bale inspira zoeira entre corinthianos na web: 'Parecia o Romero!'

    Bicicleta de Bale inspira zoeira entre corinthianos na web; confira melhores tweets

    ver detalhes

Comente a notícia:

  • 1000 caracteres restantes