Diretoria do Timão estuda proibição de uso de símbolos por organizadas

Diretoria do Timão estuda proibição de uso de símbolos por organizadas

Pressionada por todos os lados após a invasão de torcedores no CT Joaquim Grava, sábado passado, a diretoria do Corinthians vai buscar cortar qualquer tipo de relação que possui com torcidas organizadas – até a proibição de símbolos oficiais do clube está em pauta. Inspirado em decisão tomada pelo Cruzeiro no fim do ano passado, o Timão acionou seu departamento jurídico para analisar o caso.

O presidente Mário Gobbi e o diretor de futebol Ronaldo Ximenes têm postura mais cautelosa, inclusive considerando um futuro diálogo com as organizadas. A pressão sofrida por meio de conselheiros, jogadores e membros da comissão técnica fez a diretoria contrariar o que ela própria pensa. Em nota, os atletas repudiaram de forma veemente a invasão de sábado, chamando os torcedores em questão de “marginais”.

O diretor jurídico Luiz Alberto Bussab confirmou que a questão do uso dos símbolos oficiais será analisada por seu departamento.

– Vamos levantar o quanto isso pode nos causar de prejuízo, e quem estiver fazendo uso indevido dos símbolos será proibido. Mas é um processo longo, que passa por outros poderes do clube – informou o diretor.

A proibição teria de ser aprovada no Conselho Deliberativo do clube antes de ser colocada em prática. Mesmo assim, Gobbi se informou sobre a questão com membros do departamento jurídico e pediu o estudo.

Atualmente, todas as organizadas do Corinthians utilizam símbolos como mascote e distintivo oficiais do clube. O presidente se mostrou indeciso em entrevista coletiva na segunda-feira.

– Juridicamente, questiono se é legal impedir que o torcedor use uma camisa com símbolo do Corinthians ou de qualquer time. A constituição garante essa liberdade e é uma decisão polêmica – disse Mário Gobbi.

– Vamos ver o que o jurídico vai falar. Não sou o dono do Corinthians, e uma decisão desse porte passa por vários poderes constituídos no clube. Cada caso é um caso. Vamos saber primeiro a legalidade disso tudo, e depois ver se há vontade política para essa mudança de postura – completou.

No fim de 2013, o Cruzeiro aprovou a medida após reunião do Conselho Deliberativo. Com a ajuda do Ministério Público e da Polícia Militar, o clube mineiro passou a proibir a entrada de torcedores com camisas de torcidas organizadas que tivessem o distintivo celeste. O Corinthians ainda crê que a atitude é muito radical, mas não descarta mais a possibilidade.

Outras regalias reservadas às organizadas devem ser cortadas, como uma carga reservada de ingressos para jogos fora de casa. Dentro do Pacaembu, os membros de organizadas têm direito a 3.520 cartões do programa Fiel Torcedor, número acertado após um Termo de Ajustamento de Conduta celebrado em 2011, que diz que os organizados devem assistir aos jogos somente na arquibancada amarela do estádio.

Fonte: Expresso MT

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