Para dirigentes corintianos, ficou mais difícil ainda pagar estádio.

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Arena Corinthians será palco da abertura da Copa do Mundo

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Perto de virar realidade, o sonho da casa própria corintiana tem tirado o sono de parte dos dirigentes e conselheiros do clube. Com custos maiores do que os previstos, alteração no modo de quitação, aumento na área de ingressos populares e demora na captação de receitas, há o temor de que o Corinthians sofra mais do que o esperado para pagar a obra. E, como consequência, amargue cerca de 20 anos com dificuldades para montar times fortes.

O cenário sombrio foi descrito ao blog por três dirigentes alvinegros que preferem ficar no anonimato. O clube calcula que irá gastar pelo menos R$ 1 bilhão para pagar o estádio, outrora orçado em R$ 820 milhões. Boa parte do aumento se deve a juros bancários causados por empréstimos feitos por causa da demora no financiamento do BNDES.

Ninguém no Parque São Jorge duvida de que a arena irá gerar receitas robustas, mas isso não significa um caminho fácil até a dívida ser quitada. Uma das principais preocupações está relacionada a uma mudança na forma de pagamento da obra.
O clube aceitou pagar prestações maiores do que planejado inicialmente para diminuir os riscos da Caixa, que é tomadora do empréstimo de R$ 420 milhões do BNDES usados para cobrir parte das despesas. Assim, sobrará menos dinheiro por mês nos cofres do Corinthians, o que significa fôlego reduzido para contratações. Existe receio de que o clube leve duas ou três décadas para quitar o débito sem poder investir em grandes craques. Além disso, as categorias de base têm sido pouco aproveitadas atualmente.

O aperto financeiro aumenta com o projeto de ampliar o número de ingressos que a direção chama de populares na nova arena. O plano é de Andrés Sanchez, responsável pelo estádio. Inicialmente, os bilhetes mais baratos seriam vendidos apenas para atrás dos gols, locais sem assentos, ao gosto das torcidas organizadas. Porém, agora o setor Leste também terá ingressos na faixa mais baixa de preço. Nas palavras de um dos dirigentes ouvidos pelo blog, o setor Leste teria tíquetes para membros da classe B, mas agora terá para torcedores das classes C e D. Há na diretoria quem acredite numa queda de receita entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões anuais com a ampliação dos tíquetes mais baratos. Desde o começo está previsto que o estádio terá cerca de um terço de seus lugares destinados para a classe A.

A bola de neve fica maior com a demora na venda de propriedades da arena. O plano de negócios elaborado por Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do clube e que se afastou dos trabalhos no estádio, previa o início da venda de camarotes em fevereiro de 2013. Mas até agora a comercialização não começou. Isso faz com que a arena demore mais para gerar receitas.

Fonte: Blog do Perrone

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