Mano Menezes descarta favoritismo do Corinthians em clássico

Mano Menezes descarta favoritismo do Corinthians em clássico

"O Palmeiras está oscilando nos últimos jogos porque mudou bastante. E quando se mexe muito não tem jeito. Até pouco tempo isso acontecia com o Corinthians, que passou por transformação grande que o fez oscilar muito, é natural", enfatiza. "Mas esse tipo de jogo (clássico) é muito especial pela rivalidade, pela tradição, o clássico grandioso e a tendência é emparelhar", diz.


Muitos torcedores alvinegros esperam por uma boa vitória da equipe. Um sentimento que tomava conta dos palmeirenses antes do duelo do Paulistão. Na época, o Corinthians vinha de sequência de insucessos e o Palmeiras nadava de braçadas. Agora os papéis estão invertidos, mas o treinador usa aquele jogo justamente para alertar seus comandados.

"No Paulista, o Palmeiras vivia um momento muito melhor e fizemos um clássico muito bem jogado e poderíamos ter vencido (o Corinthians saiu na frente no placar e levou o 1 a 1 nos
minutos finais). Espero por um jogo de muita qualidade. Às vezes algum aspecto pode mudar para ambos os lados, estamos preparados para não cometermos erros graves. Isso sim, pode desequilibrar."


Mano treinou o time nesta sexta com o paraguaio Romero ao lado de Guerrero. Mas já deixou Romarinho preparado para ser sua "carta na manga." Carrasco do rival, o atacante só não
inicia o jogo por viver fase abaixo do esperado.


"O pensamento é esse mesmo (que ele seja um trunfo). Sou gaúcho e lembro que o Internacional tinha um 12.º jogador nos anos 70, o Escurinho, que significava muito para a torcida pois sempre entrava e marcava um gol de cabeça. Mas o momento do jogador também é importante", afirmou, fazendo uma comparação entre Escurinho e Romarinho, mas também ressaltando que Romero vive fase boa.

Conforto à torcida - Mano aproveitou a coletiva para falar sobre o sofrimento que os corintianos tiveram para não perder o Metrô após os 3 a 0 com o Bahia. Ciente de que muita gente teve de deixar o estádio mais cedo, ele até brincou. "Pedi para o time fazer muitos gols no primeiro tempo, mas não foi possível." Sério, pediu bom senso para quem escolhe horários dos jogos.


"Espero que haja bom senso. E a gente também precisa entender que São Paulo é uma metrópole gigante e tem outros problemas para resolver que não são só ligados ao futebol", enfatizou. "Uma companhia da grandeza que dirige o Metrô tem seus problemas, como hora de trabalho, manutenção, que não são tão simples, mas também é bem provável que, para São Paulo, o Metrô terá de funcionar mais, assim como nas grandes metrópole do mundo, não pelo futebol e sim para a população que trabalha e continua se deslocando."

Fonte: Futebol Interior

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