Elias se multiplica em campo e é a chave para o crescimento do Corinthians

Elias se multiplica em campo e é a chave para o crescimento do Corinthians

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Elias se multiplica em campo e é a chave para o crescimento do Corinthians

Elias se multiplica em campo e é a chave para o crescimento do Corinthians

'Se me trouxer o Elias, eu resolvo o time'. Foi assim, talvez não com essas palavras exatas, que Mano Menezes definiu seu desejo pelo volante. Aliás, chamá-lo de volante é reduzir seu papel em campo. Em quatro jogos, o camisa 7 já é o fiel da balança do Corinthians, se multiplica em campo e comprova a expectativa criada sobre ele no vice-líder do Brasileiro.

Elias chegou ao clube na primeira semana de abril, uma semana depois do fechamento da janela de transferência. Custou 4 milhões de euros em um esforço hercúleo da diretoria, que comprou uma briga aberta com o Sporting para agradar o treinador, que sofria para fazer seu time funcionar.

Mano conhece Elias desde 2008, quando trabalharam juntos na primeira passagem do treinador pelo Corinthians. No ano passado, refizeram a parceria no Flamengo, quando o volante provou que, mesmo em um terreno árido, conseguiu levar o time carioca ao título da Copa do Brasil.

Elias se multiplica em campo. Seu mapa de calor no clássico contra o Palmeiras, elaborado pelo Footstats, mostra que ele não guarda posição durante um jogo. Corre pelos dois lados e vai de área a área como se espera de um meio-campista moderno.

Mano entende que todo time tem um fator de desequilíbrio. Para ele, André Santos cumpria esse papel no Corinthians de 2009, alternando subidas ao ataque com armações de jogadas pela direita. No time de Tite, era Paulinho quem furava as linhas rivais e aparecia como homem-surpresa. Hoje, quem cumpre esse papel é Elias.

Contra o Palmeiras, ele substituiu Jadson na armação, carregou a bola pelo meio-campo e deu passes para os gols de Guerrero e Petros. Diante de um time bem postado, cabe a ele quebrar a barreira com dribles, bom passe e posicionamentos.

A diferença dele para o antecessor é enorme. Guilherme desarmava menos, dava menos assistências e chegava menos ao ataque. O mapa de calor do jogo contra o Figueirense, último do volante pelo Corinthians, mostra ele 'preso' à ponta direita.

Elias é, em quatro jogos, quem mais dá passes decisivos para os companheiros. Além das assistências contra o Palmeiras, foram quatro outros toques para os companheiros baterem a gol.

Agora, o Corinthians se aperfeiçoa à sua semelhança. Romero ganha espaço no time com a predileção por receber nas costas da zaga rival. Na última terça, em um treino tático sem adversários, foi lançado diversas vezes por Elias e Jadson. Petros e Ralf, por sua vez, atuam mais soltos com a nova companhia e se arriscam mais no ataque.

O Corinthians de Elias só marcou gols de dentro da área dos rivais e apela menos para o chuveirinho ou os chutões. É o vice-líder do Campeonato Brasileiro, cinco pontos atrás do Cruzeiro, e já não dá mais calafrios em sua torcida. Mano, aparentemente, estava certo.

Fonte: Terceiro Tempo

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