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Corinthianos Elias e Gil faturam a taça do Superclássico das Américas pela Seleção

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Brasil alcançou a vitória que precisava para provar que a goleada por 7 a 1 para a Alemanha, em sua Copa do Mundo, ficou no passado. Após superar Colômbia e Equador por 1 a 0 nos Estados Unidos, nos primeiros testes com Dunga, a Seleção fez 2 a 0 sobre a vice-campeã mundial Argentina no Estádio Ninho do Pássaro e conquistou o Superclássico das Américas. Os gols deste sábado foram marcados por Diego Tardelli.
Com uma postura bastante contida no início da partida, o Brasil se soltou depois que o atacante do Atlético-MG acertou um chute de primeira, no canto, aos 27 minutos. A Argentina teve a chance de empatar ainda antes do intervalo, porém Lionel Messi parou na defesa de Jefferson em uma cobrança de pênalti. No segundo tempo, Tardelli aproveitou um escanteio para ampliar o marcador, de cabeça.

O resultado garantiu o terceiro título do Brasil em três edições já realizadas do Superclássico das Américas, criado com inspiração na antiga Copa Roca. Em 2011 e em 2012, o torneio foi disputado apenas com jogadores que trabalham nos dois países, com partidas de ida e volta.

O jogo também foi marcante por se tratar do centésimo entre Brasil e Argentina. O time amarelo aumentou a sua vantagem sobre o rival para 40 vitórias, contra 24 empates e 36 derrotas. Entusiasmado, enfrentará um adversário teoricamente menos complicado às 7h45 (de Brasília) de terça-feira, o Japão, em Cingapura. Em novembro, a equipe de Dunga terá Turquia e Áustria pela frente.

O jogo

Ao contrário de quando jogou contra a campeã mundial Alemanha, a Seleção Brasileira adotou uma postura tática mais humilde para enfrentar a vice Argentina. Dunga deixou o seu time bem postado na defesa, à espera da oportunidade ideal para contra-atacar.

A estratégia brasileira ajudou o técnico Gerardo Martino a reviver os tempos de Barcelona, com mais de 60% de posse de bola para uma equipe liderada por Lionel Messi. Amigo do astro adversário, Neymar deu um susto em Dunga àquela altura da partida, ao reclamar de dores no joelho esquerdo depois de uma dividida.

Quem também se machucou foi Aguero, em jogada que poderia ter resultado em gol para a Argentina. O atacante acabou derrubado por Miranda dentro da área brasileira, e o árbitro chinês Fan Qi não deu atenção aos pedidos por pênalti.

Embora tenha neutralizado as investidas iniciais da Argentina, o Brasil demorou um pouco para também incomodar os defensores adversários. Só foi um pouco mais efetivo quando Neymar e Willian se soltaram, obtendo uma série de escanteios para a equipe de Dunga.

Aos 27 minutos, no entanto, a Seleção Brasileira conseguiu mudar de vez o panorama do clássico. Oscar levantou a bola na área da direita, e Fernández cortou mal de cabeça ao se chocar com Zabaleta. Diego Tardelli deu dois passos para trás e emendou de primeira para acertar o canto e inaugurar o marcador.

A vantagem fez o Brasil sair do campo defensivo e propor o jogo. O segundo gol quase veio aos 31 minutos. Neymar deixou a marcação para trás em uma bela arrancada, capaz de levantar o público chinês no Ninho do Pássaro, porém hesitou quando se viu diante do goleiro Romero e bateu fraco, sem direção.

Refeita do susto, a Argentina esboçou uma pressão para arrancar o empate antes do intervalo. Aos 39 minutos, a chance apareceu. Danilo travou Di María dentro da área, e o árbitro revoltou o time brasileiro ao anotar o pênalti. Messi cobrou no canto. Jefferson defendeu e comemorou como um gol.

Mais confiante para o segundo tempo, o Brasil se permitiu ser também mais ofensivo. O lateral esquerdo Filipe Luís, antes retraído, ganhou liberdade para apoiar o ataque. E ficou perto de marcar um gol já aos dois minutos, quando foi acionado no lado da área e encheu o pé. A bola subiu demais.

O jogo aberto permitia que a Argentina tivesse mais oportunidades de chegar ao gol brasileiro. Aos quatro minutos, Miranda contribuiu com a equipe de Tata Martino ao falhar diante de Di María. O atacante avançou para a área sozinho, mas o zagueiro se recuperou e fez o desarme.

Mesmo com a disposição do ataque rival, a Seleção Brasileira não se intimidou. Neymar passou a pedir a bola com frequência e virou alvo constante de pontapés. Foi em uma cobrança de falta sofrida pelo astro do time que Oscar chutou com perigo, cruzado. Romero salvou a Argentina.

Como a sua equipe jogava mal e não tinha mais a posse de bola de antes, Tata Martino decidiu entrar em ação. Trocou Aguero e Lamela por Higuaín e Pastore. E lamentou mais um gol de Tardelli em seguida. Aos 18, o atacante apareceu na segunda trave após cobrança de escanteio e agachou-se para cabecear para a rede.

O segundo gol era o que o Brasil precisava para ter tranquilidade até o final da partida, quando voltou a investir nos contra-ataques. Nos últimos minutos, Dunga deu a sua última alegria para o público chinês ao mandar os veteranos Kaká e Robinho a campo, ovacionados, nas vagas de Diego Tardelli e Robinho. Gil substituiu David Luiz.

Fonte: ZH Esportes

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