Mudanças na lei de cotas de TV para os times pode prejudicar o Corinthians

Mudanças na lei de cotas de TV para os times pode prejudicar o Corinthians

Por Meu Timão

No Campeonato Brasileiro 2014, Globo praticamente só exibiu clássicos do Corinthians

No Campeonato Brasileiro 2014, Globo praticamente só exibiu clássicos do Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

A força da maior torcida - e a maior audiência da TV - podem não ser o bastante para garantir ao Corinthians um maior retorno das cotas distribuídas entre os clubes. Isso porque o parlamentar Raul Henry, do PMDB-PE, quer mexer na divisão do montante.

Para ele, não é justo que os times que geram maior receita para a TV sejam remunerados proporcionalmente. Segundo Raul, o modelo faz com que times "grandes" se mantenham no topo e que os menores tenham menos renda para a contratação de jogadores.

Na nova proposta, apresentada no Projeto de Lei 7.681/14, 50% da verba destinada ao futebol pelas emissoras seria igualmente dividida entre os times. Os outros 25% seriam repartidos de acordo com a classificação na temporada anterior, enquanto somente a parcela restante remuneraria os times proporcionalmente ao número de jogos exibidos na TV.

O Corinthians, que, segundo proposta orçamentária do clube, receberá em 2014 o equivalente a R$102 milhões (cerca de 50% da receita do clube), veria sua renda despencar caso a PL seja aprovada.

O argumento apresentado pelo deputado Henry é que o orçamento maior para os clubes permite que o time contrate mais jogadores, aumente sua probabilidade de títulos e consequentemente, tenha maior números de torcedores. Esse cenário provocaria um "ciclo vicioso" uma vez que as maiores torcidas representariam maior audiência aumentando a renda dos clubes.

Porém, quando analisado friamente, o argumento cai por terra. Dos cinco times mais bem colocados no ranking das torcidas (pesquisa LANCE! Ibope), o Corinthians é o único que teve crescimento no número de torcedores desde quando a pesquisa foi iniciada, em 2010.

Além disso, vale notar que a cota de TV remunera a audiência, embora a conta não seja o bastante para garantir títulos. Observe-se, por exemplo, os campeões brasileiros das últimas três edições - Cruzeiro e Fluminense, fulguram ambos no Grupo 5, o segundo grupo que menos recebe cotas de TV - são cerca de R$45 milhões para cada time.

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