Promotor pede união para acabar com violência no futebol e culpa organizadas

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Confusão entre torcedores e Polícia Militar na entrada do Allianz Parque

Confusão entre torcedores e Polícia Militar na entrada do Allianz Parque

Diego Salgado/Meu Timão

Mais uma vez um clássico entre clubes rivais ficou marcado pela violência. Torcedores do Palmeiras e do Corinthians enfrentaram a Polícia Militar e brigaram entre si, dentro e fora do Allianz Parque, nesse domingo. O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, responsável pela recomendação de torcida única para o jogo de ontem, pediu a união dos responsáveis pelos clubes de futebol para que fatos assim não ocorram mais.

"Os dirigentes são muito importantes, lideram uma grande massa de seus torcedores, principalmente os mais aficionados. Nós temos que analisar com calma os fatos e ver que atitudes vamos tomar daqui para a frente. Temos que nos reunir com a entidade organizadora, com os representantes dos clubes, com todas as autoridades, para chegar a um denominador comum e achar uma saída para que isso não ocorra mais. Se o remédio for amargo, precisamos tomar essa medida. Não podemos ter outro interesse que não seja a vida e a saúde do torcedor", declarou o promotor, em entrevista ao Arena SporTV.

O procurador garante que '99,9%' dos casos de violência em partidas de futebol envolvem membros de torcidas organizadas, comparados, por ele, com organizações criminosas.

"Me dedico ao tema há 10 anos e, modéstia à parte, posso falar que conheço a violência no futebol e as torcidas organizadas, por já ter transitado por todos esses segmentos. Posso afirmar, com toda a certeza, que 99,9% de toda a violência no futebol parte da torcida organizada. Infelizmente, talvez eu tenha demorado a chegar a essa conclusão. Tentei todas as medidas alternativas, de inclusão social. Esses jovens individualmente trabalham, estudam e têm família. Mas é um fenômeno que eu não sei explicar. Quando eles estão juntos, eles se transformam e se equiparam a uma verdadeira organização criminosa, levando o terror, o medo, tirando vidas e agredindo", afirmou Paulo Castilho.

Paulo Castilho aproveitou para falar também sobre a recomendação do clássico com torcida única. O pedido foi feito na quarta-feira passada, mas o Corinthians, que não concordou com a medida, entrou na Justiça e conseguiu garantir a venda de ingressos para os seus torcedores. O promotor garantiu que a intenção sempre foi proteger os torcedores e pediu para que os ingressos sejam comercializados apenas para os sócios torcedores.

"Eu e o amigo Roberto Senise já tínhamos previsto que ia ocorrer confusão, que ia colocar em risco a saúde e segurança do torcedor. O Ministério Público, enquanto promotor de justiça, defende o interesse da sociedade, visando proteger a saúde e a segurança do torcedor. Não temos interesse político, financeiro, nem clubístico. Infelizmente as pessoas põem a paixão acima disso, para defender o interesse do clube. Não precisamos falar em jogo de torcida única. Precisamos melhorar o ambiente do futebol, retirando torcida organizada do espaço de visitante. Ontem, se olhar as fotos da torcida visitante, é só torcida organizada, que depois brigou entre si dentro do estádio. Foram escoltados no elevado, causando todo tipo de transtorno para a população, para a torcida de bem. Vamos pegar ingresso e passar para o sócio torcedor, vamos levar para dentro do espaço o torcedor saudável, que não brigue, não crie confusão e não necessite de escolta policial", finalizou.

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