Desde 2013, Conmebol mostra rigor em punições após incidentes com torcedores

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Por Meu Timão

San Lorenzo acabou punido pela segunda vez em dois anos

San Lorenzo acabou punido pela segunda vez em dois anos

Divulgação

A decisão da Conmebol em proibir o San Lorenzo de jogar com a presença da torcida é a quinta punição da entidade em dois anos para casos de mau comportamento nas arquibancadas, seja por uso de fogos de artifício ou por objetos lançados ao gramado. O atual campeão da Libertadores é punido pela segunda vez. Corinthians, Alianza Lima e Nacional do Uruguai também já precisaram jogar em estádios vazios.

O San Lorenzo não poderá contar com o apoio dos torcedores na partida contra o Corinthians no próximo dia 4. A punição está ligada a atitude de um torcedor. Nos acréscimos da jogo de volta da final da Recopa, contra o River Plate, um dos auxiliares foi atingido na cabeça por um objeto lançado da arquibancada do Novo Gasómetro - o San Lorenzo já perdia por 1 a 0. O árbitro chegou a paralisar a partida por seis minutos.

Em setembro de 2014, o San Lorenzo já havia sido punido, também com um jogo sem torcida, além de multa de 100 mil dólares. O fato deu-se pelo lançamento de rojões em campo durante a segunda partida da final da Libertadores contra o Nacional-PAR. O decisão chegou a ser paralisada por conta da fumaça no gramado.

No mesmo ano, o Alianza Lima acabou punido com três partidas com portões fechados e multa de US$ 150 mil. No dia 27 de agosto, durante uma partida contra o Barcelona (EQU), válida pela Sul-Americana, os torcedores do time peruano fizeram "uso em massa" de rojões. Alguns foram jogados no campo. A partida foi encerrada cinco minutos antes do previsto.

O Nacional, por sua vez, foi punido após uma briga de torcidas na primeira fase da Libertadores 2014. O clube uruguaio pagou multa de 110 dólares e também atuou uma partida com os portões fechados. Os confrontos no Estádio Centenario deixaram 13 policiais feridos. Na ocasião, mais de 40 torcedores foram detidos.

O rigor da Conmebol começou a ser colocado em prática depois da morte do jovem boliviano Kevin Espada, que foi atingido por um rojão lançado por torcedores do Corinthians durante a partida contra o San José, em Oruro, em fevereiro de 2013. Inicialmente, o time alvinegro teria de jogar sem a presença da torcida em toda a Libertadores. A entidade voltou atrás e a equipe foi punida em uma partida, contra o Millonarios. O clube pagou multa de 200 mil dólares.

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