Tite aposta em 'força mental' para jogo sem torcida na Argentina

Tite aposta em 'força mental' para jogo sem torcida na Argentina

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Tite em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava

Tite em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava

Meu Timão

O Corinthians enfrenta o San Lorenzo, na quarta-feira, na Argentina. O time é argentino por ter uma das torcidas mais fanáticas do país que sempre transforma o estádio Nuevo Gasómetro em um caldeirão. Porém, para o confronto contra o Timão, os portões serão fechados por uma punição estabelecida pela Conmenbol. Para o técnico Tite, isso não pode ser considerado uma vantagem para o alvinegro.

"Eu lembro que quando eu era atleta tínhamos uma quarta-de-final contra o Bahia, na Fonte Nova. Um dos meus companheiros disse que estava apreensivo em encarar o estádio lotado. Outro colega disse 'Se eu precisar chutar uma bola, que vai chutar sou eu, não a torcida. Quem manda no jogo sou eu, a decisão é minha'. Moral da história: a torcida tem uma influência sim, mas o determinando é dentro de campo", garante o treinador.

Além de não acreditar em uma vantagem corinthiana, o comandante tem receio de que a falta de torcida atrapalhe a concentração dos jogadores, que não estão acostumados a confrontos sem a presença de torcedores."Ela é fora do padrão. Aquela atmosfera, o clima, se perde um pouco", explicou.

O segredo para não se deixar afetar na próxima quarta-feira, segundo Tite, é a força mental do atleta. "O atleta que consegue tirar tudo de fora, a imprensa, a torcida, a arbitragem, que consegue eliminar tudo isso na hora do jogo, é um atleta mentalmente forte", disse.

"A maior força mental do atleta é ele passar por experiências e amadurecer com elas. Tanto as positivas quanto as negativas. A experiência e o conhecimento se dão vivenciando no dia a dia. Essa maturidade maior favorece os trabalhos".

Questionado quem seria o grande exemplo dessa "força mental" que o treinador espera na quarta-feira, Tite precisou pensar muito. "É redundância falar do Danilo?", disse sorrindo, elogiando o meia, um dos mais experientes do elenco. "Mas não precisa ser necessariamente a idade, pode ser um garoto. Mas, vamos deixar ele como exemplo".

Ainda sobre a falta de torcida no estádio, o técnico Tite lembrou da partida entre Corinthians e Millonarios, na Copa Libertadores do ano passado, quando o Timão cumpriu suspensão pela morte do jovem boliviano Kevin Espada, e recebeu a equipe colombiana no Pacaembu sem torcedores.

"Nós jogamos sem contra o Millonarios e imagino que antes do jogo, a imprensa esportiva de Bogotá também questionou se seria mais fácil jogar aqui sem torcida. E não foi. Vai ser resolvido dentro de campo", declarou, lembrando que, na ocasião, o alvinegro venceu por 2 a 0

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