Igualando próprio recorde, Tite fala sobre evolução do Corinthians

Igualando próprio recorde, Tite fala sobre evolução do Corinthians

Por Meu Timão

Tite no clássico deste domingo, contra o São Paulo

Tite no clássico deste domingo, contra o São Paulo

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Neste domingo, após vencer a disputa contra o São Paulo, no Morumbi, em partida válida pelo Campeonato Paulista, o técnico Tite igualou-se ao seu próprio recorde de invencibilidade vivido entre 2010 e 2011. No total, são treze partidas sem perder desde o início da temporada.

Logo após o confronto, o treinador concedeu entrevista coletiva no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Sobre a vitória com um jogador a menos, o técnico reconheceu que jogos grandes determinam uma situação difícil, e que, para isso, deveria existir mais simplicidade em campo, pois um gol poderia alavancar o resultado.

Enaltecendo toda a equipe, Tite mostrou-se satisfeito e reconheceu a versatilidade de cada jogador. Com Gil expulso, o esquema teve que se adaptar.

"Quero enaltecer o que a equipe tem mostrado. Essa foi a vez do Guerrero. O Cristian, na medida que trouxe dois pivôs, não podia jogar mais com Guerrero. Uma bola que o luis fabiano ou Kardec cabeceasse, era caixa. Tive que trazer Ralf e Elias. Queria fazer a substituição porque precisávamos de velocidade no contra-atque com Malcom ou Petros, mas ai o Fagner sentiu. A equipe com posse procurou triangular, neutralizou a equipe do São Paulo. Ainda mais com a qualidade de Souza e Ganso, a gente conseguiu, por isso estou contente também", afirmou.

O técnico também falou sobre a qualidade de Cássio, a competência de Danilo e a importância dos treinamentos. Confira tudo o que foi abordado durante a coletiva:

Time bem treinado x Time sem padrão

Esse comparativo é o imediatismo no futebol. Está bem e o técnico é bom porque está bem. Eu tenho 27 anos de profissão, o Muciry tem 30 anos. Peço respeito. É uma sequência ruim, mas não é que não tem padrão. O time está em evolução e precisa consolidar. Precisa ficar com onze o tempo inteiro, senão sofre demais, não pode acontecer. A gente tem de corrigir. Não o lance do pênalti, mas o lance anterior a gente poderia ter evitado.

Olhando os defeitos para crescer

É processo de evolução. Vai oscilar e depois mantém padrão de desempenho. É escada. Sobe, mantém, e sobe mais. O que vai acontecer é que são inevitáveis as derrotas. Mas quanto mais para frente jogar... Quarta-feira vai sofrer. Vindo de um jogo com jogador a menos, vindo de um jogo desgastante ao extremo, equipe campeã da Libertadores, quase perdemos o Renato Augusto para joelho estourado. Para controlar isso tudo, tem de olhar os nossos defeitos. Eles estão aprendendo para que haja o crescimento.

Nível de concentração

Quero enaltecer que o nosso nível de concentração tem de ser muito alto. Jogos dessa grandeza, um momento de desconcentração pode determinar o resultado. A gente tem mantido resultado. A gente segurou a peteca, seguramos. Podia ter mantido Danilo para fazer a função, mas não, teria dificuldade de fazer a função porque vai ter desgaste. Peguei Guerrero para fazer a recomposição, antes por dentro e depois pelo lado esquerdo.

Oportunidades

Preparem-se atletas, todos, que as oportunidades vão acontecer. E quando acontecer Uendel, Edu, Edilson, vocês estarão preparados. Se não se preparar com intensidade, exigência, qualidade... Tem de ter essa virtude.

Organização e criatividade

Quando arma a organização, tem espaço maior para criatividade. Depois que repete uma série de movimentos, não precisa pensar, aí dá espaço para criação, para o momento do passe, cavadinha, finalização. É criatividade, é um processo criativo. É o talento, qualidade técnica individual. O primeiro jogo contra o São Paulo foi exceção. É muito difícil reproduzir um nível. Não é o que o São Paulo jogou mal, nós jogamos muito. Tem de manter um padrão. Igual aquele, é uma referência.

Onde precisa melhorar?

Bolas paradas ofensivas, a gente fez duas jogadas ensaiadas, a gente não definiu porque ela deu no poste. Eu copiei essa jogada do Botafogo-SP sub-20. É uma jogada interessante de dupla saída. Estou assistindo ao jogo, pego essa jogada, vamos treinar. Se marcar, bota direto. A gente não fez o gol por uma questão. Tem muita coisa onde a gente ainda pode crescer.

Guerrero

Vocês colocam a gente de saia justa. Eu torço, eu torço. É um cara que sabe quando é cobrado, erra, o técnico diz para ele e ele aceita. Assim como o Gil aceitou que o cartão no primeiro tempo podia ter evitado. Quando a gente aceita o erro, é o primeiro passo para corrigir. Se não aceitar o erro, vai ter a soberba. O grupo tem absorvido isso. É mais fácil quando se vence, é, mas nem por isso vai deixar de fazer. Torço para que fique, é um cara identificado.

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