Tite revela segredos da sua volta ao Timão e elege Guerrero como melhor atacante do Brasil

Tite revela segredos da sua volta ao Timão e elege Guerrero como melhor atacante do Brasil

Por Meu Timão

Em seu retorno ao Corinthians, Tite segue invicto em 2015

Em seu retorno ao Corinthians, Tite segue invicto em 2015

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Sempre muito responsável, depois da vitória por 4 a 0, pela Libertadores, contra o Danubio, o técnico Tite foi dormir tarde, afirmando ter assistido a partida entre os rivais São Paulo e San Lorenzo, já pensando nos próximos confrontos pela competição. Ainda assim, no dia seguinte, abriu as portas de sua casa para a reportagem do Esporte Espetacular.

Logo de início, mostrando sua religiosidade, exibiu um diploma que ganhou de presente do Papa Francisco, torcedor do San Lorenzo. Em tom descontraído, soltou: "Mas o Papa não joga!". Em seguida, quando questionado sobre a nomeação de outro profissional, sem ser ele, para o cargo de técnico da seleção brasileira, afirmou que ficou chateado por apenas sete dias, e que depois "a bola segue".

Tite ficou um ano sem trabalhar, e usou parte desse período para estudar no exterior. Na volta ao Corinthians, em uma situação mais abrangente e em processo de construção de uma equipe vencedora, revelou não estar livre da pressão de jogar bem e obter bons resultados, pois ela estará presente em qualquer clube e em qualquer situação. Com a experiência trazida da Europa, o treinador tomou uma decisão incomum no futebol brasileiro, extinguindo o famoso "rachão", que acontecia antes das partidas oficiais.

"A hora da descontração, descontrai e fica alegre. Na hora do trabalho sério, o nível da concentração e da competição são extremamente altos", afirmou.

Em seu ano longe do time do Parque São Jorge, durante os 64 jogos da Copa do Mundo, Tite manteve um caderno de anotações, onde ressaltava diversos aspectos importantes das equipes mais fortes, a exemplo da Alemanha, como a compactação. Além de seguir esse exemplo, o Corinthians comandado pelo gaúcho adquiriu mais algumas características marcantes:

Triangulação: Os jogadores fazem tabelas formando um triângulo pela lateral do campo, como forma de evitar os chutes fortes da defesa e ter opções de passe. O que acontece nos treinamentos é repetido nos jogos. O treinador conta com seis jogadores na frente e quatro atrás.

Contra-ataque: Passando de uma situação defensiva para uma ofensiva muito rapidamente, o contra-ataque deve ser rápido e contar com jogadas fulminantes.

Cruzamento: O posicionamento é importantíssimo. A cobrança é sempre ter dois jogadores na área e dois entrando, logo atrás.

Reconhecendo a carência brasileira por atletas que criem boas jogadas, ao ser perguntado se o peruano Guerrero seria o melhor atacante em atividade no Brasil, o treinador pensou bem antes de dar a resposta.

"Sim, tentei ver os outros atletas para ser justo, por isso demorei", finalizou.

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