Sete dias depois veja o que se sabe sobre o massacre na Pavilhão Nove

Sete dias depois veja o que se sabe sobre o massacre na Pavilhão Nove

Por Meu Timão

Veja o que já se sabe sobre a chacina da Pavilhão 9

Veja o que já se sabe sobre a chacina da Pavilhão 9

Foto: Reprodução Facebook / Pavilhão Nove

Na noite do último sábado, véspera do clássico entre Corinthians e Palmeiras, no Paulistão, oito homens foram assassinados dentro da quadra da Pavilhão 9, uma das torcidas organizadas do Timão.

Uma semana depois da chacina que deixou torcedores de todas as torcidas organizadas estarrecidos, as investigações já avançaram. Já se sabe que o crime não tem envolvimento nenhum com as torcidas organizadas e que há suspeitas de envolvimento da polícia nas mortes.

Como quase todas as histórias envolvendo assassinatos, foram ditas muitas verdades e mentiras. Por isso, levantamos tudo que já se sabe sobre a chacina na quadra da Pavilhão 9.

O ocorrido

Na noite de sábado, 18 de abril, oito membros da torcida organizada Pavilhão 9 foram assassinados dentro da quadra. Os torcedores estavam no local pintando faixas para serem usadas no clássico contra o Palmeiras no dia seguinte. Todos foram executados com tiros na cabeça.

As vítimas

Ricardo Junior Leonel do Prado, de 34 anos, André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos, Mateus Fonseca de Oliveira, de 19 anos, Jhonatan Fernando Garzillo, de 21 anos, Marco Antônio Corassa Junior, de 19 anos, Mydras Schmidt, de 38 anos, Jonathan Rodrigues do Nascimento, de 21 anos e Fabio Neves Domingos, de 34 anos.

Primeira suspeita

Sempre ressaltando que a chacina não teve ligação com as torcidas, inicialmente as suspeitas eram de que o crime tivesse sido cometido por uma facção criminosa, atuante dentro dos presídios de São Paulo, por uma disputa envolvendo o tráfico de drogas.

Polícia Militar

Nos últimos dias, a Polícia Civil de São Paulo passou a trabalhar com a possibilidade de o crime ter sido cometido por policias militares à paisana, ligados à Força Tática da PM de Osasco (Grande São Paulo). Testemunhas do caso afirmaram ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) que, na semana anterior ao crime, os policiais fora à sede da Pavilhão e agrediram alguns torcedores, ameaçando um retorno breve.

Principal alvo

O principal alvo, segundo as investigações, era o torcedor Fábio Neves Domingos, de 34 anos. Ele teria discutido com um dos assassinos antes da chacina por causa de dívidas contraídas pelo tráfico de drogas. Fábio, inclusive, foi um dos corinthianos presos na Bolívia, em 2013, acusados de lançar um sinalizador em um torcedor local durante uma partida da Libertadores.

Depoimento errado

No dia do crime, um faxineiro da Pavilhão Nove contou que chegou a ver e falar com os suspeitos, que pediram para que ele se enrolasse em uma bandeira do Corinthians. No fim da semana, a Polícia Civil informou que ele deverá prestar novo depoimento, pois acredita que ele mentiu aos descrever o ocorrido e os suspeitos.

Retrato falado

A Polícia Civil trabalha com dois nomes de suspeitos: André e Domênico, que seriam os policiais. Já existe retrato falado dos dois homens, mas que não foram divulgados ao público ainda. O DHPP determinou sigilo policial nas investigações.

Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo está acompanhando as investigações policiais sobre o crime. O procurador-geral da Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, determinou que os promotores do 5º Tribunal do Júri acompanhem os trabalhos da Polícia Civil para esclarecer o crime.

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