Zé Elias dá bronca no Corinthians e explica a situação de Cassini

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Por Meu Timão

Cassini no treino do Corinthians

Cassini no treino do Corinthians

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Insatisfeito com a possível saída do meia Matheus Cassini, o ex-volante do Corinthians, Zé Elias, falou sobre o assunto nessa sexta-feira, no programa "Bate Bola" da ESPN. Para o comentarista, a situação da saída do atleta foi levada por uma coleção de fatores que ele explicou em três passos:

"O primeiro passo: o Cassini estava pedindo um aumento, ele ganhava 8 mil reais e pediu um aumento para ganhar 15 mil reais. O Corinthians ofereceu 12 mil reais de salário bruto. Ou seja, ele queria 15 mil 'livres' e o clube ofereceu 12 mil 'bruto'", comentou Zé Elias.

"O segundo passo: quando saiu a lista dos jogadores inscritos no Campeonato Brasileiro, ele não estava na lista. Tava escrito Matheus, mas ouve um erro de digitação, era Matheus Pereira, o que deixou o jogador mais chateado ainda", lembrou.

"Depois veio o terceiro passo: os empresários do jogador apresentaram ao Corinthians uma proposta pelo Cassini, porque ele tem passaporte italiano, do Palermo. O Corinthians falou "tudo bem". A primeira reação foi de surpresa pois o atleta ainda nem jogou pelo profissional e teve uma proposta de um bom time da Itália. Ficaram um pouco surpresos, mas aceitaram a negociação com uma condição apenas, que o Corinthians permanecesse com 10% dos direitos de Cassini sobre uma futura negociação. Isso foi aceito, o que está causando empecilho na negociação é que o Palermo quer pagar em três vezes e o Corinthians quer a vista", explicou o comentarista.

Para o Zé da Fiel, o Corinthians deveria dar mais oportunidades para a base e deixar ao invés de tentar contratações caríssimas como Sheik, Guerrero e Alexandre Pato.

"O Corinthians quer jogar a responsabilidade para o menino o que é um absurdo. Ninguém respondeu pelo menino, ninguém teve a coragem de falar "nós vamos dar a condição para o Cassini jogar". Na Copa São Paulo de futebol Juniors, que nós fizemos (como comentaristas), em vários jogos o Cassini foi um jogador importantíssimo para o Corinthians. É um menino que tem muito futuro. Ao invés de a gente pagar R$ 660 mil para o Sheik ou 500 R$ mil, que é o que muitas pessoas falam, vamos dar uma oportunidade para esse menino, porque se hoje ele está valendo R$5 milhões, vale lembrar o caso Marquinhos. Imagina se ele jogar no profissional, o valor que ele vai ter", finalizou.

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