Roubo de cimento na obra da Arena rende ação judicial contra Corinthians e Odebrecht

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Por Meu Timão

Após uma auditoria realizada no departamento de suprimentos da Arena, um ex-funcionário processou o Timão

Após uma auditoria realizada no departamento de suprimentos da Arena, um ex-funcionário processou o Timão

Meu Timão

Um ex-funcionário da Arena Corinthians entrou com um processo na Justiça contra o clube e a construtora Odebrecht. Responsável pelo setor de suprimentos da construção no final de 2012, o operário alega que a direção da Arena o demitiu por suspeita de furto de materiais de construção. O processo, segue em andamento na Justiça do Trabalho teve atualização publicada na tarde de hoje, no Diário Oficial.

Segundo o relatório, quatro funcionários foram dispensados durante às obras após a realização de uma auditoria. Em depoimento, o autor da ação afirma que não foi acusado diretamente de ter praticado qualquer conduta irregular, mas foi solicitado que ele e sua equipe deixassem o local. "O gerente disse que tinha sido realizada auditoria no departamento, não tendo sido constatada qualquer irregularidade", relatou o ex-funcionário.

O Corinthians e a Odebrecht, por sua vez, defendem que a demissão do operário ocorreu por outro motivo. "O reclamante (que processou o clube) foi dispensado sem justa causa, porque os funcionários que estavam desempenhando atividade no setor estavam apresentando bom desempenho bem como, pelo fato de o reclamante exercer uma atividade específica com remuneração de destaque, o que inviabilizou sua realocação em outra função", diz o relatório.

De acordo com uma testemunha de acusação, o motivo do desligamento dos operários se deu por furto de cimento. "No dia do afastamento o diretor geral e o gerente financeiro foram até o setor e disseram para que todos recolhessem seus pertences e se retirassem do departamento em cinco minutos e não explicaram o motivo (...) tal se deu por suspeita de 'roubo' no setor", alega a testemunha, que não se identificou.

Em resposta, a defesa reconheceu que realizou uma auditoria para averiguar se houve furto na construção. "A auditoria ocorreu em virtude de constatação de aumento do consumo de cimento (...) não apurou responsabilidade direta de nenhum dos funcionários; que alguns funcionários da equipe foram dispensados e outros realocados", defende o clube.

Sergio Jose Machado, o juiz relator do processo, sentenciou que não foi provada a ocorrência de dano moral. "O simples fato de o reclamante e todos os demais funcionários de seu setor terem sido afastados para a realização de auditoria não configura, por si só, dano moral", contesta o relatório. "Nada consta dos autos que demonstre qualquer tipo de conduta ilícita, por parte da reclamada (Corinthians), ao apurar os fatos que ensejaram a realização de auditoria", acrescenta o relator.

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