Osmar Loss relaciona sucesso da base corinthiana ao fim do Terrão

Osmar Loss relaciona sucesso da base corinthiana ao fim do Terrão

Por Meu Timão

Osmar Loss hoje treina o Sub-20 do Corinthians no Parque São Jorge

Osmar Loss hoje treina o Sub-20 do Corinthians no Parque São Jorge

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

As conquistas recentes da base do Corinthians foram muitas: campeão mundial Sub-17 em 2015, campeão do Brasileiro e do Paulista Sub-20 em 2014, e campeão da Copa São Paulo em 2015. Tantos títulos só mostram o poder da evolução da formação de atletas no Corinthians.

Antigamente conhecidos como "filhos do terrão" por jogar num campo de terra batida, os garotos que serão os futuros jogadores do Corinthians hoje atuam no gramado do Parque São Jorge, enquanto o CT exclusivo para a base ainda está em construção. Para o treinador Osmar Loss, o "Terrão" deve ser lembrado, mas ficar no passado do clube.

"Tem que ficar para a história. Tem que se lembrar que essa história foi uma característica de jogador aguerrido, competitivo e que supera as dificuldades, mas a qualidade que a gente pode proporcionar hoje certamente vai nos dar jogadores que atuam um futebol muito mais veloz, agressivo, com espaços mais reduzidos. Só com um bom campo, um bom material esportivo e uma boa condição de trabalho a gente vai conseguir atingir bons níveis disso", disse o treinador Osmar Loss em entrevista ao canal "Fox Sports".

O treinador também explicou como é trabalhar 11 jogadores da base no elenco profissional. Por ter poucas oportunidades no time principal, os garotos muitas vezes voltam para o Sub-20 para disputar competições de base.

"Quando tem acesso, como a gente tem no Corinthians, aos treinadores do profissional, a gente conduz dessa forma. Quem tem idade para jogar nos campeonatos Sub-20, joga. É muito importante que se mantem a essência de competição e essa essência a gente só mantem jogando com pontos, com arbitragem, com 90 minutos e com envolvimento de todo o processo do jogo. Só treinar, por mais que seja um jogador talentoso, acaba perdendo a essência do jogo que é competir. Quem tem idade sabe que será integrado nesse processo", disse Loss.

Um dos casos citados acima é o do volante Marciel. Considerado o melhor jogador da Copa São Paulo de 2015, o atleta já estreou e inclusive fez gol no profissional, mas recentemente voltou ao Sub-20 para a disputa da Copa do Brasil. O meia Matheus Pereira também já até mesmo participou da pré-temporada do Timão, na Flórida, mas ainda disputa competições do Sub-20 e do Sub-17.

Para o auxiliar técnico da base e ex-jogador do Corinthians, Coelho, inclusive formado no Terrão, o contato com o profissional e a base ao mesmo tempo só agrega aos jogadores.

"Eles tem um comportamento muito bacana, muito profissional realmente. Lá (no profissional) eles tem um aprendizado muito bom do campo, de respeitar muito mais o que o treinador fala porque aqui (na base) eles estão sempre jogando. Então eles tem uma diferença de saber a hora de jogar e saber a hora de esperar", disse o ex-lateral, também em entrevista à Fox Sports.

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