Árbitros envolvidos em polêmicas com Corinthians falam sobre pressão vivida

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Por Meu Timão

No último dia 20, Flávio Guerra apitou o duelo entre Corinthians e Santos, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro

No último dia 20, Flávio Guerra apitou o duelo entre Corinthians e Santos, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro

Divulgação

A profissão de árbitro no futebol é desgastante, pouco valorizada e muito criticada por torcedores e imprensa. Para piorar, o trabalho desempenhado pelos juízes dentro do campo segue sem ser reconhecido profissionalmente – por isso, a maioria divide seu tempo com uma segunda carreira. Flávio Rodrigues Guerra, responsável pelo último clássico entre Corinthians e Santos, sabe bem o tamanho da pressão.

“Acho que esse último clássico foi bem estressante. Foi um dos piores jogos da minha carreira, em termos de estresse, principalmente após o jogo. Não temos o direito de errar nunca e até, por isso, que o árbitro tem que ter uma outra atividade”, declarou Guerra, em entrevista ao canal SporTV.

Durante o confronto, disputado no último dia 20, o juiz decidiu expulsar o santista David Braz – revoltado com o cartão vermelho pelo pênalti em Vagner Love, cometido pelo companheiro Zeca, o zagueiro proferiu ofensas ao árbitro e até discutiu com o técnico Tite. Na súmula do jogo, Guerra confirmou que o beque deixou o campo mais cedo por conta dos xingamentos.

“Todo o jogo, não pode ter falha. Se acontecer, o árbitro é punido, é afastado. Eu tenho mais receio no campo porque o torcedor não pensa”, acrescentou o juiz, que também é diretor de unidade da Fundação Casa, em Campinas.

“A gente toma decisões preventivas para não perder o controle do jogo, às vezes. O árbitro é só ele e Deus. Tem que treinar sozinho, estudar sozinho, se machucar, tem que ir ao médico sozinho, as pessoas não têm ideia. Às vezes, você fica fazendo gelo sozinho na sua casa, na clínica e só a sua família sabe o que você passa para conseguir ir ao campo e fazer um bom jogo. O árbitro de futebol é um ser humano como qualquer outro”, concluiu.

A situação de Guerra é semelhante à de Marcelo Prieto Alfieri. Punido pela FPF (Federação Paulista de Futebol) por marcar dois pênaltis a favor do Timão contra o Botafogo-SP, ainda pelo Campeonato Paulista, ele tem se dedicado à arbitragem de jogos das categorias de base, além da profissão de taxista.

“Os 90 minutos no gramado são mais estressantes. É o treinamento, a concentração, o estudo do jogo. Tem toda uma preparação, não é só chegar lá no campo e apitar o jogo. Você tem que ter esse desgasta emocional e físico, que é muito maior no futebol do que no táxi”, finalizou Alfieri.

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