Como Tite tira o melhor de seus jogadores e reverte críticas em elogios

Como Tite tira o melhor de seus jogadores e reverte críticas em elogios

Por Meu Timão

'Da água pro vinho' - Multicampeão, Tite se destaca por 'recuperar' jogadores, como o zagueiro Felipe

'Da água pro vinho' - Multicampeão, Tite se destaca por 'recuperar' jogadores, como o zagueiro Felipe

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Próximo de conquistar seu segundo título nacional com o Corinthians, Tite é considerado um dos maiores técnicos do país atualmente. Não apenas pelos conhecimentos táticos do futebol, mas pelo relacionamento diário com os atletas, protagonistas do esporte mais popular do Brasil.

Em 2010, Tite deixou o Al-Wahda, do Emirados Árabes, e decidiu assumir o Timão pela segunda vez em sua carreira. Com o término do Campeonato Brasileiro, preparou a equipe corinthiana para a disputa da primeira fase da Libertadores. Mesmo com a eliminação precoce, foi abraçado pelo elenco e bancado por Andrés Sanchez, então presidente do clube.

Após a saída de jogadores consagrados, como Ronaldo e Roberto Carlos, o comandante superou as críticas e liderou o time do Parque São Jorge ao pentacampeonato. Contudo, as conquistas do Corinthians com o treinador não se resumem apenas aos troféus: ele é um gestor de pessoas.

O exemplo mais recente é o zagueiro Felipe, titular absoluto do Timão na temporada. Contratado no fim de 2011, o defensor chegou a ganhar oportunidades na equipe principal, mas permaneceu no banco de reservas durante dois anos por conta das repetidas atuações abaixo da média.

No início de 2014, com a transferência de Paulo André ao Shanghai Shenhua, da China, Felipe recebeu mais uma chance de demonstrar seu futebol, mas não obteve sucesso – o beque chegou a marcar um gol contra diante do Bragantino, seu ex-time, e falhou em lances capitais nos confrontos com Palmeiras e Oeste, todos pelo Paulistão.

Com o retorno de Tite ao Corinthians, Felipe viu sua carreira ganhar um novo rumo. Sob o voto de confiança do treinador, o zagueiro pôde disputar 46 partidas, sua maior sequência no clube alvinegro. Destas, ele venceu 27, empatou 12 e perdeu apenas sete, um aproveitamento de quase 70%. Porém, o mais importante foi o apoio da Fiel, que viu um atleta quase descartado formar a defesa menos vazada da Série A.

CONFIRA OUTROS JOGADORES 'RECUPERADOS' POR TITE NO CORINTHIANS

Leandro Castán

Castán chegou ao Timão em janeiro de 2010. A exemplo de Felipe, o zagueiro não demonstrou um futebol convincente em suas primeiras aparições com o manto alvinegro. A chegada de Tite mudou o destino do jogador, hoje no Roma, da Itália. “Quando o William saiu a desconfiança era grande, eu não era o principal substituto”, disse Castán em sua despedida.

“O Tite me chamou para conversar e me deu uma oportunidade de começar. Ele disse que estava em minhas mãos e que era para agarrar a chance”, acrescentou. Desde então, o beque passou a ser fundamental na equipe e venceu o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores da América.

Jadson

Envolvido numa negociação com o atacante Alexandre Pato, hoje no São Paulo, Jadson chegou ao Corinthians e marcou sete gols nas primeiras 17 partidas. Mas a boa fase do camisa 10 não durou mais que seis meses – a escassez de gols e a irregularidade dentro de campo fizeram do meia apenas a terceira opção de Mano Menezes.

“O Tite está sendo fundamental no meu crescimento. Ele me passou muita confiança no início do ano. Tivemos uma conversa muito transparente. Depois disso, me preparei muito bem e busquei o meu espaço no time”, contou Jadson ao SporTV. Atualmente, o armador é vice-artilheiro do Brasileiro e destaque do meio campo do Timão.

Rodriguinho

Ex-jogador do América-MG, Rodriguinho foi contratado pelo Corinthians no fim de 2013. Sem chances no time titular, foi emprestado a Grêmio e Al-Sharjah, dos Emirados Árabes. Nesta temporada, Tite pediu o retorno do meia-atacante para a disputa do Campeonato Brasileiro. Dito e feito.

“Trouxe o Rodriguinho para ser um meia de articulação. Não deu no lugar do Renato ou do Jadson. Quando eu o coloquei na função do Elias, ele cresceu uma barbaridade”, comemorou Tite. Substituto imediato do camisa 7, ele marcou gols contra Ponte Preta e Goiás, além de se destacar na goleada sobre o Atlético-MG, no último domingo.

Elias

O ano de 2014 foi longe de ser um sucesso para Elias. Além de não ser convocado para a Copa do Mundo, o volante somou más atuações com a camisa do Corinthians. O camisa 7, então ídolo da Fiel, passou a ser contestado pelo futebol aquém do ideal. Novamente, Tite fez a diferença.

“Veio o segundo ano e eu sabia que ia render, com a pré-temporada e com a chegada do Tite, que mudou o esquema e me deixou mais à vontade. Ele chegou pra mim e me perguntou: ‘Como você quer jogar?’. A partir daí, chegando no ataque, eu passei jogar”, afirmou Elias à ESPN Brasil.

Malcom

Formado nas divisões de base do Parque São Jorge, Malcom chegou a ganhar chances entre os titulares em 2014. Mas foi com Tite que o atacante de 18 anos ganhou espaço e confiança para demonstrar seu futebol. Recentemente, o garotou chegou a ser criticado por parte da torcida, mas foi protegido pelo técnico.

“Esse ano o professor Tite colocou na minha cabeça que eu tinha que entrar mais na área, apesar dele ter um padrão de jogo que os atacantes pelas beiradas acompanham (a marcação) até o final. E, mesmo acompanhando, eu pude estar fazendo alguns gols e ajudando a equipe”, reconheceu Malcom à ESPN Brasil.

Vagner Love

“Se jogar o que está jogando vai voltar a marcar, sem dúvida. Se ele continuar produzindo dessa maneira vai fazer gols, é inevitável”, profetizou Tite após a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás, no dia 15 de outubro. Bancado pelo técnico, o centroavante foi às redes em quatro oportunidades nas últimas três rodadas.

Hoje vice-artilheiro da Série A, Love teve de superar as críticas da torcida e até da imprensa para recuperar o bom futebol. “O Tite tem uma parcela muito grande nisso aí. Ele procura passar que todos têm oportunidade em campo. Os treinos são muito intensos. Não tem deslealdade, mas muita pegada e competitividade”, elogiou o camisa 99.

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