Depois de goleada sobre rival, aumentam as coincidências entre temporadas de 2011 e 2015

Depois de goleada sobre rival, aumentam as coincidências entre temporadas de 2011 e 2015

Tem muito torcedor do Corinthians com a impressão de que está vivendo uma mesma história duas vezes. Isso é "culpa" das diversas coincidências entre as temporadas de 2011 e 2015 - últimos dois anos que o Timão venceu o Campeonato Brasileiro.

O MEU TIMÃO também ficou curioso em relação a série de coincidências e resolveu listá-las para os leitores. Separamos onze situações em comuns entre os dois anos dos últimos títulos brasileiros do Timão. As semelhanças vão do treinador no comando, passam por uma goleada em cima do São Paulo e tem até semelhanças em saídas e chegadas de atletas.

Confira as onze coincidências de 2011 e 2015

1# Tite no comando

Nas duas temporadas, o técnico Tite esteve no comando das equipes campeãs. Mais do que isso, o treinador foi a alma das equipes e conseguiu reestruturar o elenco depois de tantas mudanças, eliminações e resultados negativos. Em 2011, ele teve um pouco mais de tempo para trabalhar a equipe, já que chegou no final de 2010. Neste ano, assumiu na pré-temporada. Assim como em 2011, o treinador termina essa temporada nos braços da Fiel e carregado de elogios por parte dos especialistas.

2# Decepção na Libertadores

Apesar do peso diferente nas duas eliminações, o Corinthians foi retirado da competição nos dois anos após perder para times de menor expressão. Em 2011, ainda sem ter conquistado nenhuma vez a taça da competição, a pressão era maior. O Timão foi eliminado ainda na primeira fase após perder para o Tolima, da Colômbia. Nesse ano, a eliminação soou menos vergonhosa para o alvinegro, mas também aconteceu. Depois de passar na primeira fase pelo Once Caldas com facilidade e de fazer um campanha na fase de grupos quase perfeita (4 vitórias, um empate e um derrota), acabou eliminado nas oitavas de final. O adversário era o pequeno Guarani, do Paraguai.

3# Atacante contestado

Nos dois anos, a diretoria apostou em um atacante que chegou com certa desconfiança da Fiel, mas que acabou a temporada sendo fundamental na equipe e conquistando a torcida. Em maio de 2011, o clube assinou com Emerson Sheik, atacante que tinha passagens por São Paulo, Flamengo e Fluminense. No decorrer do ano conquistou seu espaço e foi campeão do Brasileirão com 28 jogos e seis gols marcados. Em 2015, foi a vez de Vagner Love. Também com passagens em rivais, como Palmeiras e Flamengo, o atacante chegou e, logo de cara, não foi aceito. As atuações fracas no início do ano decepcionaram a torcida, que criticavam a sua contratação o tempo todo. Depois de uma recuperação física e tática, o jogador termina o Brasileirão como vice-artilheiro da competição, com 13 gols marcados. A boa notícia é que se as semelhanças continuarem, Sheik foi fundamental na conquista da Libertadores em 2012.

4# Derrota decisiva por pênaltis no Paulistão

Nos dois anos, o Corinthians decidiu a semifinal do Campeonato Paulista nos pênaltis. E nas duas vezes contra o Palmeiras. A diferença é que em 2011, o Timão levou a melhor e avançou para a final da competição. Neste ano, a equipe foi eliminado, dentro da Arena Corinthians, pelo rival. Outra semelhança em relação ao Paulista é que nos dois anos, o Santos terminou como campeão da torneio.

5# Saída de medalhões

Após a eliminação para o Tolima, em 2011, o Corinthians perdeu três nomes importantes no elenco: o atacante Ronaldo Fenômeno, o lateral-esquerdo Roberto Carlos e o meia Edu Gaspar, que se aposentou em março daquele ano. Em 2015, três jogadores importantes também deixaram o clube: os atacantes Paolo Guerrero e Emerson Sheik, e o lateral-esquerdo Fábio Santos. Nas duas ocasiões, o técnico Tite precisou reestruturar toda a equipe, que jogava em função desses jogadores, para conseguir retomar um padrão de jogo.

6# Duplas que deram certo no meio campo

Nas duas temporadas, o meio de campo do Corinthians brilhou com dois jogadores armadores se destacando. Em 2011, os responsáveis por fazer o esquema tático de Tite funcionar eram Alex e Danilo, que está no clube até hoje. Nessa temporada, o esquema deu ainda mais certo e Jadson e Renato Augusto se destacaram como os melhores jogadores do elenco. Jadson, o camisa 10, ainda termina a temporada como o artilheiro do atual elenco e o garçom da equipe.

7# Maestro vindo do rival

Jadson e Danilo ainda estão envolvidos em outra coincidência entre as duas temporadas. Os dois jogadores vieram do São Paulo e conseguiram ganhar uma identificação muito forte com a Fiel. Em 2011, Danilo ainda estava em seu segundo ano no Corinthians e vinha de uma série de títulos no time do Morumbi. Hoje, ele é um dos ídolos do elenco e mesmo não sendo titular, foi um dos jogadores que mais entrou em campo na temporada. Neste ano, foi a vez de Jadson. Envolvido na troca com o São Paulo por Alexandre Pato, o meia foi comprado pelo Timão e iniciou o ano no banco de reservas. Com a saída de Lodeiro, o técnico Tite deu uma nova chance para Jadson, que soube dar a volta por cima. São 56 jogos disputados no ano e 16 gols marcados, além das inúmeras assistências.

8# Revelação de novas estrelas

Outra semelhança é ter um atacante revelação durante a temporada. Em 2011, foi a vez de Willian, atualmente no Cruzeiro. Depois de ser artilheiro na Série B com o Figueirense em 2010, o atacante foi pro Timão, mas não agradou a torcida de início. No fim da competição, porém, ele se consagrou campeão sendo um dos artilheiros do Timão no ano, ao lado de Liedson, com dez gols anotados. Nesse ano, quem chega com esse status é o Talismã da Fiel, o atacante Lucca. Contratado de última hora, o jogador marcou apenas três gols no Brasileirão, mas gols importantes. Foi essencial na vitória contra o Santos, marcou contra o Atlético-MG e fez o gol de empate contra o Coritiba, na Arena. Ainda deixou o seu contra o São Paulo - o mais bonito do clássico; e já caiu nas graças da Fiel.

9# Conquista do Campeonato Brasileiro

A principal coincidência das duas temporadas é a conquistado Campeonato Brasileiro no final do ano. Em 2011, a equipe se consagrou campeã apenas na última rodada, diante do Palmeiras, no Pacaembu. O Corinthians terminou o ano com 71 pontos conquistados em 38 jogos (21 vitórias, oito empates e nove derrotas), 53 gols marcados e 36 gols sofridos - um aproveitamento de 62%. Em 2015, o campeonato ainda não chegou ao fim, mas o Timão garantiu o título com três rodadas de antecedência após empatar com o Vasco, em São Januário. Faltando mais dois jogos para encerrar o torneio, o Corinthians tem 80 pontos (24 vitórias, oito empates e quatro derrotas), 70 gols marcados e 28 sofridos - um aproveitamento de 74,1%.

10# Goleada sobre o São Paulo

Com a goleada em cima do São Paulo no último domingo, mais uma coincidência surgiu entre as duas temporadas. Em 2011, o rival do Morumbi também passou vergonha jogando contra o Corinthians. Na sexta rodada do Brasileirão, no Pacaembu, o Timão venceu por 5 a 0. Na ocasião, os gols foram marcados por Liedson (três vezes), Jorge Henrique e Danilo. Neste ano, o vexame foi ainda maior. Jogando dentro da Arena Corinthians em dia de entrega da taça do campeão brasileiro, o São Paulo perdeu por 6 a 1. Os gols do Timão foram marcados por Ángel Romero (dois), Bruno Henrique, Cristian e Lucca. A diferença, infelizmente, ficou no gol do time do Morumbi. Em 2011, Rogério Ceni foi quem levou os cinco tentos. Neste ano, o goleiro se machucou e deixou a responsabilidade para Denis. Se tivesse entrado em campo, Ceni teria levado o seu 100º gol contra o Corinthians.

#11 Choro de um craque com passagem pelo futebol português

Em 2011, Liedson deixou o Sporting, de Portugal, e acertou seu retorno ao Parque São Jorge. O atacante foi um dos pilares da campanha vitoriosa no Campeonato Brasileiro. Após a confirmação do título, chorou com os companheiros e ficou eternizado na história alvinegra. O fato se assemelha à trajetória de Elias – depois de atuar por três temporadas no mesmo Sporting, o volante retornou ao Corinthians e, antes de se sagrar campeão nacional, chorou durante uma entrevista ao vivo.

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