Depois de superar lesões, Renato Augusto ainda convive com dores ao jogar

Depois de superar lesões, Renato Augusto ainda convive com dores ao jogar

Por Meu Timão

Além dos treinos no campo, Renato Augusto faz trabalhos especiais na academia do CT Joaquim Grava para prevenir lesões

Além dos treinos no campo, Renato Augusto faz trabalhos especiais na academia do CT Joaquim Grava para prevenir lesões

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Hoje campeão e cotado a craque do Brasileirão, Renato Augusto já viveu dias difíceis na carreira. Apelidado de “homem de vidro” por conta das contínuas lesões, o meia deu a volta por cima e se tornou um dos principais pilares da campanha do Corinthians. Aos 27 anos, ele conta o trabalho preventivo realizado ao longo da temporada e revela: as dores ainda fazem parte da rotina de jogador.

“Eu tenho o joelho valgo, para dentro, tive que começar a reestruturar meu corpo. Eu sou um cara muito encurtado, foi um trabalho muito longo e eu continuo fazendo. Acho que vou ter que fazer para a vida inteira, se não vou ter problema pós-futebol. Na concentração, volto para a fisioterapia para fazer trabalho. No dia do jogo, sou liberado”, disse Renato Augusto, durante participação no programa Bem, Amigos!, do SporTV.

Contratado no fim de 2012, o ex-meia do Bayer Leverkusen (ALE) vinha de um passado recente de contusões – duas no joelho e uma na coxa esquerda. A situação se repetiu durante sua primeira temporada no Corinthians, quando esteve em campo em apenas 41% das partidas disputadas. “Não chega a doer muito, mas tem dia que você está de saco cheio, não quer fazer mais. Eu brinco com o pessoal que a última vez que eu joguei sem dor devia ter 12 ou 13 anos, não lembro direito”, afirmou.

Porém, após um trabalho a longo prazo em parceria com o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, o camisa 8 deixou o velho estigma para trás e evoluiu: foram 52 jogos, sete gols marcados e o troféu do Campeonato Brasileiro erguido. “Agora chega de chorar, não tem mais lágrimas. Foi uma semana realmente importante para mim. Vou lembrar com muito carinho. Principalmente pela volta por cima, por ter passado por momentos realmente difíceis”, admitiu.

“Você passa a não acreditar mais, muita gente passa já não acreditava mais. E poder dar a volta por cima, voltar a jogar em alto nível, voltar à Seleção Brasileira e fazer meu primeiro gol com a camisa da Seleção. E ainda tem um título brasileiro. É para fechar um ano inesquecível para mim”, acrescentou o armador, que chegou a pensar em uma possível transferência para não trazer prejuízo aos cofres do clube.

“Achei que não jogaria mais em alto nível. Já estava pensando em ir para um mercado abaixo para dar um retorno financeiro ao Corinthians, que investiu, e que eu pudesse ainda jogar mais um pouco. Mas com o trabalho feito no Corinthians, com os fisioterapeutas, percebi que ainda poderia jogar em alto nível. Hoje tenho certeza que pude dar um retorno, não da forma que eu queria. Ainda acho que posso melhorar algumas coisas”, concluiu.

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