Menos de um ano após turnê no Brasil, Corinthian-Casuals pode fechar as portas

Menos de um ano após turnê no Brasil, Corinthian-Casuals pode fechar as portas

Por Meu Timão

Vitórias em campo podem não ser suficientes para manter o Corinthian-Casuals vivo

Vitórias em campo podem não ser suficientes para manter o Corinthian-Casuals vivo

Foto: Corinthian-Casuals

Se, do lado de cá do Atlântico, o gigante Corinthians foi impactado pela crise no mundo do futebol, a coisa anda ainda mais complicada para o irmão inglês. E, menos de um ano após a turnê no Brasil, o Casuals pode não sobreviver.

Há anos, o clube luta para se manter vivo, mesmo tendo optado por seguir como um time amador. Na prática, no futebol inglês isso significa que o time não paga salário a nenhum dos funcionários (de jogadores a roupeiros e membros da comissão técnica e diretores).

Porém, as ligas não são separadas na Inglaterra, e, mesmo estando no que seria o equivalente à oitava divisão da Football Association (a CBF inglesa), o Casuals disputa com muitos times profissionalizados.

Apesar disso, não é em campo que o clube encontra as maiores dificuldades. Com elenco renovado, o time inglês vem fazendo excelente temporada e conseguiu, inclusive, a classificação para os play-offs da FA Trophy - único alívios aos cofres do clube londrino, já que o resultado rendeu cerca de 4 mil libras em premiações.

Porém, fora de campo a luta por manter o King's George aberto tem destruído a equipe. Sem nenhuma fonte de receita, a equipe pode não ser capaz de pagar as despesas da temporada que vem.

No Brasil para finalizar o filme "Vai, Corinthians!", o diretor (e ex-jogador) do Casual, Chris Watney, conversou sobre o assunto com exclusividade ao MEU TIMÃO. "O valor, cerca de 120 mil reais, é que o precisaremos para custear nossas despesas de treinamentos, equipamentos, aluguel do estádio, dos locais de treinamentos e vans para transportar a equipe por mais uma temporada. Sem isso, não há como continuar a jogar".

Os números, que parecem medíocres se comparados aos valores gigante brasileiro, podem determinar o fim de uma história de 133 anos. Pouco antes da turnê no Brasil, financiada pela renda da partida realizada na Arena, a expectativa da equipe inglesa era alavancar as vendas de camisas para os torcedores corinthianos do lado de cá.

Porém, a desvalorização do real afastou os brasileiros (uma camisa do Corinthian-Casuals, convertida, sairia por cerca de R$200, mais o frete), e esvaziou os cofres da equipe. Há risco, inclusive, de que até o lançamento do filme que conta a história dos clubes, o irmão inglês não exista mais.

Essa é a maior preocupação de Chris, que ainda vê no filme a única esperança de garantir a sobrevivência da equipe por mais algum tempo. Mas as chances diminuem à medida que o novo ano se aproxima, e o clima de insegurança permanece no King's George. Sem um patrocinador ou "milagre" nas palavras do próprio Chris, a equipe não poderá sobreviver até lá.

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