Renato Augusto e Mazziotti relembram início do meia no Timão: 'Pensava em tirar o pé'

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Por Meu Timão

Bruno Mazziotti foi fundamental na temporada mais bem sucedida de Renato Augusto

Bruno Mazziotti foi fundamental na temporada mais bem sucedida de Renato Augusto

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Renato Augusto foi o melhor jogador do Corinthians nessa temporada. Grande parte de seu sucesso se deve ao fisioterapeuta Bruno Mazziotti. O camisa 8 chegou em 2013, com rótulo de ser um "jogador de vidro". Renato chegou a pensar em jogar de uma maneira mais cautelosa, para não sofrer mais lesões.

"Eu cheguei a imaginar que eu jamais voltaria a jogar da mesma forma que joguei nessa temporada. Então acho que eu já estava pensando de outra forma, já estava vendo o futebol de outra forma, pensando em tirar o pé, levar até onde o corpo aguentasse", disse o meia em entrevista ao Esporte Espetacular, da Globo.

O fisioterapeuta comparou o meia com um carro de Fórmula 1. Destacando a qualidade que o meia tinha e o trabalho que precisava ser feito.

"O Renato era um carro de Fórmula 1, porque a exigência era tão grande quanto, totalmente desbalanceado e fora de esquadro. Então nesse momento eu entendia que precisava desconstruir essa máquina, como se tivesse voltando pra trás pra poder começar do zero e ai construir de forma perfeita cada peça, cada encaixe necessário para que esse carro pudesse suportar um grande prêmio, por exemplo", disse Bruno Mazziotti.

O trabalho de recuperação do meio-campista começou a ser feito com mais atenção no inicio de 2014, uma das medidas tomadas foram a utilização de palmilhas. Visando provocar instabilidades no corpo e fazendo ele se adequar a essas situações.

"A indicação de palmilhas pra poder melhorar o nível de apoio do pé, colocar um pouco de instabilidade no pé. Naquele momento a gente criou algumas palmilhas para desconstruir, criando diversas instabilidades, para o corpo tentar se moldar", afirmou o ex-fisiologista do Corinthians.

O meia também precisou passar por um processo de preparação psicológica. Renato afirma que mesmo quando não havia mais lesões, ainda se sentia mal e com medo de forçar algo mais sério.

"Foi um trabalho primeiro do corpo, depois da mente. Porque eu comecei a ficar com medo. Eu falava: 'Bruno, tô com dor aqui, vai abrir'. Ele dizia: 'Pode ir, não vai abrir! Não vai!'. Aí na primeira bola você fica com medo. Na segunda você tenta e vê que opa, não doeu. Daqui a pouco quando você vê você está fazendo o movimento involuntário. Então foi um trabalho psicológico bem grande", relembra Renato.

Renato teve em 2015 o seu melhor ano, como profissional, em número de jogos, com 52 atuações. Na próxima temporada o meia não terá mais a companhia de Bruno Mazziotti. O fisioterapeuta aceitou a proposta do Shandong Luneng, time do Mano Menezes.

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