Ex-goleiro revela mala-branca para o Timão em 2009 e assume erro em saída conturbada

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Por Meu Timão

Felipe se arrependeu de ter saído do Corinthians

Felipe se arrependeu de ter saído do Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Um dos nomes que já viveu grande fase dentro do Corinthians e hoje não é bem quisto pela torcida é o goleiro Felipe. Atualmente de volta ao Bragantino, o jogador foi de ídolo a renegado.

Após acertar seu retorno ao time do interior, Felipe abriu o jogo e falou sobre sua saída conturbada do Timão e até sobre o polêmico pênalti em 2009, contra o Flamengo. O goleiro revelou que a equipe tinha recebido a oferta de mala-branca do Internacional.

Na ocasião, o Flamengo era líder do Brasileiro e o Internacional segundo colocado. Uma derrota do time carioca ajudaria os gaúchos, que ofereceram uma recompensa ao Timão. No dia do jogo, no fim da partida, pênalti para o Flamengo, Léo Moura bateu e Felipe não saiu do meio da meta, levantando suspeitas de que teria favorecido o time carioca.

"Achei mesmo que ele fosse bater no meio. Juro por Deus. Igual aconteceu dois anos depois, com o Elano, que peguei o pênalti. Mesmo se tivesse pegado, não teria mudado nada. São Paulo tinha tomado quatro do Goiás. Flamengo foi campeão não porque ganhou do Corinthians. Se eu pegasse, ficaria 1 a 0. A gente tinha premiação muito boa do Internacional só para empatar o jogo. Não tem esse negócio de ter deixado", explicou o goleiro ao portal LANCE!.

Felipe também lembrou do período que viveu o auge no Timão. Em 2007, mesmo com a equipe caindo para a Série B, o goleiro foi considerado ídolo pela torcida.

"Rolava um ciuminho no grupo. É normal em qualquer clube. Quando tinha entrevista, o pessoal pedia para eu ir. Sentia que o pessoal me olhava meio estranho. Logo na saída do Bragantino, acabei pegando o Corinthians em crise financeira. O clube era mais falado pelo extracampo do que dentro. Teve um ano muito ruim. Não conseguimos o objetivo que era não cair. Para mim, foi o ano que explodi em cenário nacional. Em um ano ruim do clube, sair como um dos menos culpados, foi importante", relembrou.

Mas a boa fase não durou muito. Em 2010, deixou o clube depois de grande polêmica, chegando até a treinar separado. Felipe assumiu o erro.

"Todo mundo errou. Se fosse hoje em dia, faria diferente. Não fico chateado pela saída, mas como ela se deu, com briga pública. Ficou feio. Errei nesse negócio de ter batido boca com o presidente (Andrés Sanchez). Fiquei chateado por ter treinado separado. Isso me irritou um pouco. A negociação com o Genoa deu para trás por causa do limite de estrangeiros, quando voltei, voltei como vilão, porque estava tudo certo lá. Parecia que tinha colocado faca no peito do pessoal para sair", finalizou.

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