Análise da libertadores para o Corinthians

Taka Libertadores da América de 2010
Corintiano, prepare o coração: a Libertadores será sofrida, suada e um verdadeiro teste para os cardíacos.

Corintiano, prepare o coração: a Libertadores será sofrida, suada e um verdadeiro teste para os cardíacos. O alerta é de Mano Menezes. Embora esteja otimista com o início de temporada e com os reforços que chegaram, o treinador prepara o torcedor para resultados apertados. E avisa: é preciso saber perder. O torneio sul-americano não dá espaço para um futebol muito vistoso. O importante é avançar.

Por isso, a Libertadores já começou para Mano. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o responsável por conduzir o sonho de milhões de corintianos conta que já estuda atentamente os adversários da primeira fase, não se ilude com as ausências de Boca Juniors e River Plate e explica como enfrentar os caldeirões sul-americanos. Vice-campeão de 2007 pelo Grêmio, ele vê o Corinthians mais bem preparado.
 

LIBERTADORES JÁ COMEÇOU

“Já estamos trabalhando em cima dos adversários definidos para ver o elenco de cada um e comparar com a temporada passada, além de analisar as características dos jogadores. No Independiente, por exemplo, muitos jogadores permaneceram, então já podemos observar os jogos contra o São Paulo e estabelecer um parâmetro de enfrentamento deles contra times brasileiros.”

SERÁ SOFRIDO

“Não tenha dúvida que será sofrido. É raro vermos placares dilatados na Libertadores, isso só acontece naqueles locais onde há outro tipo de influência no jogo, como a altitude. Fatores assim criam uma dificuldade extrema, não é só a técnica dentro de campo que conta. É preciso ter humildade mesmo na Libertadores. No futebol às vezes subestimamos um pouco o adversário menos famoso, menos tradicional, como se houvesse alguma facilidade.”

SABER PERDER

“Claro que nunca vamos abrir a mão de ganhar, até porque não sabemos a dificuldade do jogo seguinte em casa, mas é preciso entender o regulamento. Quando não for possível vencer, tem que saber empatar. Quando não for possível empatar, tem que perder de pouco para dar a condição de recuperação no jogo seguinte. Saber encarar os jogos fora é a chave do sucesso na Libertadores. Na fase de grupos, se o time faz um ponto fora traz uma condição muito boa para decidir a vaga em casa.”

ADVERSÁRIOS

“O Cerro (foto) tem disputado sucessivas Libertadores e isso dá rodagem à equipe, acaba com aquele assombramento e o time não teme jogo algum. O Independiente tem uma equipe forte, fez jogos duros com o São Paulo no ano passado e Medellín é um lugar difícil de se jogar. A torcida participa muito e o ambiente de jogo é forte. Entre Junior (COL) e Racing (URU), a única diferença clara é que os colombianos são mais técnicos e os uruguaios usam mais a força, são mais raçudos. Acho melhor enfrentar times mais técnicos.”

AUSÊNCIA DE BOCA E RIVER

“Não deixa mais fácil para nós. Claro que respeitamos a tradição, mas, por exemplo, o jogo mais difícil fora de casa em 2007 [pelo Grêmio] não foi contra o Boca na final, mas sim contra o Defensor, que não está entre os mais tradicionais do Uruguai. Estivemos muito perto da eliminação contra eles. E o estádio Centenario não estava lotado, mas o jogo foi extremamente difícil. Sempre há equipes que surgem com capacidade de surpreender e elas mostram que todos podem ganhar a Libertadores.”

PRESSÃO EXTRACAMPO

“A situação mais peculiar que vivemos com o Grêmio na Libertadores de 2007 foi no jogo de estreia, contra o Cerro Porteño, em Assunção. Estávamos indo para o estádio e os batedores da polícia que nos acompanhavam pararam nosso ônibus no meio da torcida do Cerro. Não foi fácil, mas serve como aprendizado. Não podemos abrir mão de certos cuidados, pois os adversários tentam inibir mesmo o rival de diferentes maneiras.”

TORCIDA SUL-AMERICANA

“Tive a chance de participar de uma final de Libertadores no estádio mais temido, que é a Bombonera. Todo mundo fala da pressão, mas não há pressão que te iniba a ponto de você não jogar seu futebol. O que existe é um ambiente onde é muito fácil um jogador se desconcentrar, a equipe visitante precisa de concentração máxima, pois ela não pode errar quase nada se quiser fazer um resultado positivo. São ambientes muito comuns fora do país.”

MELHOR QUE O GRÊMIO-2007

“O Grêmio não tinha a capacidade de investimento para fazer um grupo mais qualificado e homogêneo como conseguimos fazer no Corinthians. Tivemos um grande cuidado com isso. Estaremos disputando duas competições e teremos viagens longas, o desgaste é muito forte. Em determinado momento teremos que priorizar a Libertadores, assim como fizemos na Copa do Brasil. Tudo para chegarmos em uma boa condição.”



Fonte: UOL

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