Para Tite, deserto e altitude não podem tirar jogo de El Salvador: 'Eles mereceram'

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Por Meu Timão

Tite mostrou respeito ao Cobresal, adversário desta quarta-feira, e projetou 'dificuldades' com altitude

Tite mostrou respeito ao Cobresal, adversário desta quarta-feira, e projetou 'dificuldades' com altitude

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Nem uma altitude de 2.300m, ou sequer uma partida em meio ao deserto do Atacama, fez Tite criticar o palco da partida entre Corinthians e Cobresal (CHL), nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Chile. Após comandar o último treino da equipe alvinegra antes da estreia na Libertadores, o técnico concedeu entrevista coletiva e falou sobre os “fatores extracampo” que envolvem o confronto.

“É uma realidade que temos de viver, jogar no Maracanã, em Lins, Capivari, o respeito que se tem é o mesmo. Nenhum de nós começou a jogar no Maracanã, sempre passa por uma série de outras equipes, locais. Eu fui campeão no Caxias com uma equipe inferior. O Cobresal foi campeão contra Colo Colo, La U, Católica, equipes de massa. Merece respeito”, disse o treinador.

Questionado se seria justo enfrentar o Cobresal na pequena El Salvador, Tite foi sincero. “Palavra de honra, eu não posso tirar nada da comunidade, da cidade deles. Eles mereceram chegar à Libertadores”, ressaltou. Para ele, aliás, o ar rarefeito não deve prejudicar o futebol a ser desempenhado pelo Corinthians.

“Não tem nada de extraordinário em jogar no deserto, mas existem algumas variantes. A bola toma uma velocidade e continua com a mesma velocidade, pela altitude. Estar sempre com cobertura nas bolas viajadas é fundamental, assim como finalizações de média distância” explicou.

Em 1987, ainda como atleta, Tite teve a oportunidade de defender o Guarani no embate ante o Cobreloa, que manda seus jogos em pleno deserto de Calama. “Eu não senti absolutamente nada jogando, mas aqueles de transições e velocidade têm recuperação menor... Perdemos lá de 2 a 1 do Cobreloa, então não quero lembrar mais”, recordou o técnico, que ainda pediu respeito ao adversário desta quarta.

“O Cobresal não é um time desconhecido, nós nos municiamos e acompanhamos os jogos. Qualidade técnica, um técnico (Dalcio Giovagnoli) que foi campeão e retornou ao time. Os resultados não condiziam com o desempenho recente, fez um jogo muito bom contra o Colo Colo. Não surpreende mais. Altitude e clima são adaptações, mas a qualidade do adversário está em primeiro plano”, completou.

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