Com opositores, anistia de dívida de Corinthians e rivais é discutida na Câmara

Cobrança de dívida de clubes paulista paulista divide opiniões na Câmara Municipal
Corinthians aguarda andamento de projeto de lei que prevê anistia da dívida

Corinthians aguarda andamento de projeto de lei que prevê anistia da dívida

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Está sendo discutida na Câmara Municipal de São Paulo a dívida de R$ 300 milhões cobrada ao Corinthians e seus rivais Palmeiras e São Paulo. A cobrança, referente ao ISS (Impostos Sobre Serviços de Qualquer Natureza), divide opiniões entre os vereadores.

Considerando a cobrança injusta, um grupo de vereadores criou um projeto que pede a anistia da dívida. Em troca, os clubes teriam que oferecer contrapartidas, como preservar as vias e equipamentos públicos no entorno de seus estádios e sedes.

A ideia, no entanto, não é bem aceita por outra parte de políticos. Arselino Tatto é um dos opositores à ideia e reivindica a obrigatoriedade do pagamento, alegando que o valor deve ser usado para necessidades da Prefeitura.

“É um absurdo. O Corinthians vendeu jogadores por milhões para a China. O São Paulo também já arrecadou um monte de dinheiro com transações. Por que não pagar impostos? Isso não faz nenhum sentido. Sou a favor de que não haja nenhuma anistia. Estou contra o projeto. E a população, como fica? É o dinheiro dela. Tinha de pegar esse dinheiro e construir creches”, afirmou Tatto à Folha.

Em contrapartida, os defensores da anistia argumentam que os clubes de futebol trazem grandes benefícios para a cidade e que o pagamento do imposto pode prejudicá-los diretamente.

Para Rogério Ceron, secretário municipal de finanças e desenvolvimento econômico (órgão responsável por cobrar a dívida), não se deve falar em anistia, já que a Prefeitura não irá abrir mão de cobrar os clubes. No entanto, ele admitiu que está sendo discutida uma forma para que a dívida de R$ 300 milhões seja compensada de uma outra forma.

“Estamos analisando o que pode ser feito. Não é certo falar em anistia. Estamos vendo uma forma que não inviabilize a existência dos clubes. A Prefeitura é muito clara em relação a isso: não pretende abrir mão de créditos que ela tem. Mas, sim, há formas de isso ser feito, de uma forma não pecuniária. Estamos discutindo que tipo de contrapartida eles podem nos dar, em vez de pagamentos”, explicou Ceron.

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