Gaviões da Fiel se pronuncia, refuta ataque de rivais e sugere motivo político em agressão

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Por Meu Timão

Gaviões fala pela primeira vez após ataque à presidente e secretário

Gaviões fala pela primeira vez após ataque à presidente e secretário

Divulgação - Gaviões da Fiel

A torcida organizada Gaviões da Fiel se pronunciou de forma oficial na madrugada desta sexta-feira, pela primeira vez após os ataques sofridos pelos dirigentes. Cris e Diguinho como são conhecidos secretário e presidente da agremiação sofreram uma emboscada após reunião com o promotor Paulo Castilho, tradicional perseguidor das torcidas.

Na última quarta-feira, os dois foram emboscados em frente ao estacionamento do supermercado Walmart, na Barra Funda, e espancados por homens encapuzados portando barras de ferro. Desde então, a torcida manteve silêncio e preferiu não acirrar os ânimos até que mais informações fossem levantadas.

Há dúvidas ainda em relação à autoria do ataque, já que o modus operandi não corresponde à ação comum de torcedores organizados. Além disso, gerou desconfiança o fato de que o local e o horário tenham sido estrategicamente escolhidos após reunião com o MP, onde membros das torcidas do Corinthians, Palmeiras e São Paulo estiveram reunidos.

Informações desencontradas e áudios correram nas redes sociais, e tentaram creditar o ataque à Independente, que oficialmente negou o episódio. O veículo que conduziu os agressores, um Tucson, era similar ao carro do presidente da agremiação rival, popularmente conhecido como Baby.

A autoria, porém, foi desmentida pela própria Gaviões, em nota oficial, já que o dirigente da torcida sãopaulina deixou o local no mesmo horário que os corinthianos, logo após o fim da reunião. À imprensa, o promotor Paulo Castilho - tradicional opositor das organizadas - chegou a sugerir temer revanchismo e violência em possível vingança dos corinthianos. Porém, a declaração da Gaviões aponta a culpa para outra direção.

Em nota oficial, a Indepente também negou as acusações e garantiu união com a torcida corinthiana. "Apesar da rivalidade histórica de décadas, temos ideais comuns pelos nossos respectivos times e lutas sociais semelhantes, no combate à péssima (des)organização do futebol brasileiro, com consequências deploráveis e gritantes na grande massa.", afirmava a nota.

Confira a nota oficial da Gaviões da Fiel

Na tarde da última quarta-feira (2), o presidente e o primeiro secretário dos Gaviões da Fiel foram atacados covardemente, logo após uma reunião com o promotor Paulo Castilho no fórum da Barra Funda. Além dos Gaviões, outras duas torcidas de São Paulo também estavam presentes.

O fato ocorreu no estacionamento de um supermercado, em frente ao Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães. Rodrigo Fonseca quebrou o braço, enquanto Cristiano teve o rosto levemente ralado e o dedo indicador quebrado. Apesar disso, os dois passam bem.

E embora a imprensa e o próprio promotor Paulo Castilho estejam sugerindo um ataque realizado por outra torcida, desconfiamos de tal hipótese.

Os motivos para tal desconfiança não deve ser mistério para ninguém. Assumimos uma declarada guerra ideológica com setores da sociedade que, apoiados no conservadorismo, não estão acostumadas com a contestação.

Se em 1969, quando fomos fundados travando uma luta contra Wadih Helú, ex-presidente compromissado com a ditadura militar, fomos repreendidos por capangas, não nos espantaria se a tentativa de repressão fosse implementada novamente, nos tempos atuais.

A quem possa interessar, os Gaviões da Fiel Torcida reafirma seu compromisso com a luta em prol de um futebol verdadeiramente popular, não aceitando, de forma alguma, qualquer tipo de intimidação moral ou até mesmo física, caso seja esse o caso.

Às autoridades, nos colocamos (como sempre) à disposição dos devidos esclarecimentos sobre os eventos recentes.

Aos torcedores (todos eles), deixamos claro que nossa luta continuará, custe o que custar, pois se nossa história não foi interrompida nos tempos obscuros de pau de arara, não será interrompida nos tempos de mídia independente e democracia de informação.

Contra todo ditador que no futebol quiser mandar, os Gaviões continuarão a reivindicar.

// GAVIÕES DA FIEL TORCIDA - FORÇA INDEPENDENTE \\

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