Longe do Corinthians, Rosenberg abre jogo sobre Omni e comenta erros e acertos de sua gestão

Longe do Corinthians, Rosenberg abre jogo sobre Omni e comenta erros e acertos de sua gestão

Por Meu Timão

Rosenberg esteve à frente do Timão de 2007 a 2012

Rosenberg esteve à frente do Timão de 2007 a 2012

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Numa espécie de "papo reto", Luis Paulo Rosenberg abriu o jogo sobre diversos assuntos ligados ao período de 2007 a 2012, quando foi vice-presidente e diretor de marketing do Corinthians. Em entrevista ao site O Financista, o ex-dirigente do Timão ponderou a respeito de erros e acertos tomados à frente do clube alvinegro.

A principal questão abordada por Rosenberg gira em torno do Fiel Torcedor. O sistema de sócios-torcedores do Corinthians, criado sob sua gestão, é atualmente o maior do Brasil, com mais de 132 mil associados.

Rosenberg explica que a Omni, gestora do programa, recebia 95% do valor arrecadado com os sócios-torcedores na época em que apenas 20 mil corinthianos estavam cadastrados. O Timão por sua vez ficava com os 5% restantes. Tal divisão seria invertida gradualmente conforme o aumento da adesão de torcedores ao Fiel Torcedor, mantendo o lucro da Omni e retornando o investimento aos cofres do Corinthians.

"O sócio-torcedor na época não existia. Eu criei e coloquei uma tabela progressiva. Com os primeiros 20 mil sócios, 95% da receita ficaria com o operador e 5% com o Corinthians. E o percentual ia crescendo conforme o número de sócios aumentava, de forma que eu não quebre o operador. Hoje era para estar com 95% da receita para o Corinthians. Mas depois que eu saí fizeram um questionamento no contrato e dividiram meio a meio", contou.

"O maior benefício que eu almejava com o sócio-torcedor não era ganhar dinheiro. Claro que é sempre bem-vindo, mas o ponto era acabar com aquelas filas. O que eu já tomei de paulada, chuva, empurrão esperando quatro horas para comprar um ingresso. Hoje, em dia de jogo, o estádio não abre bilheteria. Esse era meu sonho. É este tipo de atitude", completou.

Mas nem só de sucesso se fez a gestão de Rosenberg à frente do marketing alvinegro. Ao menos é o que o próprio economista analisa. Na entrevista, ele lembrou alguns projetos que não deram lucro ao Corinthians, mas "festeja" o fato de, ao menos, não terem dado grande prejuízo. De acordo com o ex-vice, "o objetivo era ter sete acertos a cada dez tentativas".

TV CORINTHIANS

"A TV Corinthians foi um lançamento precoce, muito bacana. Acho que vamos caminhar para isso, mas naquele momento não dava e o empresário que investiu quase se arrebentou, mas sem prejuízo nenhum para o Corinthians. Eu também tentei um jornal de segunda-feira, bem parcial do jeito que o corinthiano gosta, mas não estava maduro e quem investiu perdeu dinheiro."

EXPANSÃO DA MARCA E 'PROJETO CHINA'

"Eu considero que a minha tentativa de “achinezar” o Corinthians também não deu. Agora está rolando essa euforia com a China, eu tentei fazer isso seis anos atrás. Fui para a China, estabeleci convênios, mas não caiu no gosto do Corinthians, da diretoria e não foi para frente. Criei aquele clube Corinthians na Argentina, com a ideia de capturar jovens talentos, mas também não foi para frente. Outro tiro n’água foi o Corinthians do Paraná. No fundo, eu me valendo das estatísticas que diziam que o primeiro time de torcida no Paraná era o Corinthians, pensei que daria certo, mas não deu porque só éramos grandes no norte do Paraná. Em Curitiba, não."

FILMES SOBRE O CORINTHIANS

"O fundamental para o sucesso é a sintonia de alma. Por exemplo, eu fiz cinco filmes longa metragem do Corinthians. Deram muito dinheiro? Não, mas também não perdi. Eu nunca perco. Mas o bem que fez para a Fiel, comprar um DVD de R$ 20 e levar aquele passado nosso para a casa. Eu editei também por volta de 30 livros sobre o Corinthians das mais diversas formas. Tínhamos um fotógrafo full time com o time, como se fosse um membro da comissão técnica. É esse esforço de fazer a Fiel sorrir. Eu criei até time de polo. Há três times no mundo que tem equipe de polo: Barcelona, Boca Juniors e Corinthians. Nunca que o mano da Gaviões foi ver um jogo, mas saber que o Corinthians tem um time de polo enche de satisfação."

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