Em entrevista, ex-lateral do Corinthians sugere elenco rachado na conquista do Brasileirão de 2005

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Por Meu Timão

Coelho em visita ao CT Dr, Joaquim Grava, no início do ano passado

Coelho em visita ao CT Dr, Joaquim Grava, no início do ano passado

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Em dezembro do ano passado, enquanto a equipe de Tite se consagrava hexacampeã brasileira, a conquista do quarto título nacional do Corinthians completava dez anos. Cerca de quatro meses depois, em entrevista à TV Destaque, de Guarulhos, o ex-lateral Coelho sugeriu que o o elenco de 2005 do Timão sofria conflitos internos.

Hoje auxiliar-técnico do Corinthians e trabalhando no Flamengo de Guarulhos por conta de uma parceria entre os clubes, Coelho lembrou a conquista daquele Brasileirão. O lateral se referiu a Tevez, Mascherano, Roger, Carlos Alberto e outras "estrelas" para explicar as confusões que muitas vezes marcavam treinos e reuniões de vestiário daquela equipe.

"Foi um ano difícil, mas ganhar um título pelo clube em que você foi criado é uma sensação única. Foi uma das melhores coisas da minha vida. 2005 era um grupo muito complicado. Até falei com o Fábio Mahseredjian (preparador físico do Corinthians) há uns dias que a gente não sabe como sobreviveu a tanta loucura Era todo dia a gente perguntando para o segurança qual seria o tumulto de hoje. Eram tumultos no Parque São jorge, dentro de campo, fora de campo", contou.

"Era um grupo complicado, com muito jogador de alto nível. Os caras jogavam bola demais,mas também a complicação era grande. Chegou o Antônio Lopes e conseguiu dar um segurada, precisava de um pulso mais firme ali para chegarmos ao título", completou.

Antônio Lopes foi contratado pela diretoria alvinegra já na reta final do Brasileirão para substituir Márcio Bittencourt. Com o "Delegado", o Corinthians assumiu a ponta da tabela e de lá não saiu mais. Coelho assim, conquistava um título nacional no clube que o revelou. Durante a entrevista, o ex-lateral lembrou os tempos de Terrão, quando ainda despontava como jogador de futebol no Parque São Jorge.

"Eramos felizes e não sabíamos. Era muito gostoso. Era sofrido? Era sofrido. Mas não sou muito de lembrar do sofrimento. É hipocrisia ficar focando nisso. Prefiro lembrar das amizades que fiz lá. Tem jogadores que não chegaram a ser profissionais e são meus amigos até hoje. É muito gostoso lembrar dessa fase, que foi complicada mas fica legal na memória", relembrou o hoje auxiliar-técnico.

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