Dirigentes de organizadas rivais se unem por justiça após ataque em corinthianos

Dirigentes de organizadas rivais se unem por justiça após ataque em corinthianos

Por Meu Timão

Líderes de organizadas se encontraram na CPI da Câmara nesta semana

Líderes de organizadas se encontraram na CPI da Câmara nesta semana

Foto: Reprodução / TV Câmara

Os presidentes das principais torcidas organizadas dos quatro clubes grandes de São Paulo se reuniram nesta semana com a CPI das Torcidas Organizadas na Câmara de São Paulo. A intenção é buscar justiça no caso do recente ataque aos dirigentes da Gaviões da Fiel.

O presidente Rodrigo Lopes, conhecido como Diguinho, foi um dos alvos da emboscada, que aconteceu no início deste mês no estacionamento de um supermercado em frente ao Fórum da Barra Funda. Diguinho comentou suas suspeitas sobre o ocorrido na reunião.

"Eu também acredito que não tenha sido nenhuma torcida. Não é uma prática de torcida, em frente ao Fórum, tinha acabado de sair de uma reunião com os presidentes e o promotor. Uma reunião que eu também achei estranha porque o promotor já tinha declarado que não conversaria mais com as torcidas e que não teve muito assunto. E na saída do fórum nós fomos agredidos pelas costas", declarou, em gravação divulgada pela TV da Câmara de São Paulo.

O estranhamento citado por Diguinho também incomodou líderes de outras organizadas. O presidente de honra da Mancha Alviverde, Janio Carvalho, relatou declarações de um comandante do Batalhão de Choque de São Paulo.

"Na mesma semana, um representante da Gaviões foi no Batalhão de Choque e ouviu de um alto comandante que eles estavam batendo de frente com o sistema, querendo questionar a questão de merenda, de dinheiro do estádio e tal. E que eles iam mostrar quem é que mandavam", declarou, comentando sobre os protestos das Gaviões nos estádios durante os jogos do Timão.

Os representantes da Independente, do São Paulo, e da Torcida Jovem, do Santos, também comentaram o ataque e garantiram que a emboscada não teve ligação alguma com as torcidas organizadas.

"Foi um ato covarde que fizeram com o presidente da Gaviões, uma coisa com a qual a Torcida Independente não pactua, não aceita porque foge da ideologia que são as torcidas organizadas. Isso está me parecendo muito estranho. Eu tenho a convicção, não só eu, como todas as lideranças de torcidas organizadas, que isso não partiu de torcidas", afirmou Danilo Zamboni, sócio-fundador da Independente.

"A gente entende, eu pelo menos, de tudo que eu ouvi, tudo que eu colhi, que não partiu de torcida organizada", completou Denis de Almeida Silva, presidente da Torcida Jovem.

Responsável pela CPI das Organizadas, o vereador Laércio Benko Lopes (PHC), já pediu uma cópia do inquérito das agressões para incluir e discutir o ocorrido na CPI. O presidente comentou o ato e afirmou que as torcidas possuem o direito de protestar.

"Não só a Gaviões da Fiel, como qualquer torcida organizada, qualquer organização, sindicato, associação, igreja, tem que ter plena liberdade de manifestação. Sem a liberdade de manifestação estamos vivendo uma ditadura e ditadura não é bom para ninguém. Temos que saber conviver com opiniões diferentes", finalizou.

Desde os dias seguintes ao ataque, a Gaviões da Fiel já havia declarado a suspeita de repressão por conta dos protestos feitos pela torcida. Nos estádios, os torcedores tem levado faixas contra a Globo, Federação Paulista, CBF e contra o deputado Fernando Capez. Nos últimos dois jogos da Arena Corinthians, a Polícia Militar entrou em conflito com os torcedores por conta dos protestos, que são feitos de maneira pacífica.

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