Vazamento revela conversas ilegais entre CBF e promotor que perseguia o Corinthians

Um dos maiores perseguidores do Corinthians nas últimas edições do Campeonato Brasileiro pode entrar na mira da Justiça: o promotor Paulo Schmitt
Paulo Schmitt trocou e-mails ilegais com a CBF

Paulo Schmitt trocou e-mails ilegais com a CBF

Foto: Reprodução

Um dos maiores perseguidores do Corinthians nas últimas edições do Campeonato Brasileiro pode entrar na mira da Justiça: o promotor Paulo Schmitt.

Uma reportagem publicada pela Espn nesta quarta-feira revelou conversas ilegais entre o promotor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e a alta cúpula da Confederação Brasileira de Futebol. A troca de e-mails sinaliza influência da CBF nas decisões do STJD.

A conversa cuja reportagem teve acesso diz respeito à punição do Atlético-MG por conta de um protesto contra a CBF feito por sua torcida no estádio Independência em 2012. Na ocasião, torcedores fizeram um mosaico com as iniciais da CBF com as cores do Fluminense, além de faixas com os dizeres "o apito é tricolor carioca".

Após o ocorrido, a CBF cobrou do STJD uma punição ao clube mineiro. Após ter o pedido negado na primeira instância, Schmitt forçou a ida do caso ao Pleno e então conseguiu que uma multa de R$ 10 mil fosse aplicada ao Atlético-MG.

A influência da CBF nas decisões do Tribunal Desportivo é considerada ilegal. As conversas foram encaminhadas para a CPI do Futebol.

Chama atenção o fato de Schmitt ter se tornado uma espécie de perseguidor do Corinthians nas últimas edições do Brasileirão, aplicando multas e punições por motivos muitas vezes inexistentes. Tal perfil, junto à reportagem publicada nesta quarta pela Espn, sugerem que a CBF influenciava as penas sofridas pelo Timão no STJD.

No ano passado, quando o Corinthians provocou o Internacional de forma pacífica exibindo a hashtag #poenodvd no telão da Arena, o promotor polemizou ao dizer que iria analisar a situação para uma possível denúncia no SJTD.

As supostas agressões de Petros e Guerrero a árbitros em 2014 também foram alvos de Schmitt. O promotor tentou anular a redução da pena do meia e foi até o Pleno para punir o centroavante peruano.

Em 2014, um ranking apontou o Corinthians como o clube mais prejudicado pelo STJD.

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