Mesmo após conflitos, CPI das Torcidas Organizadas sofre sem apoio de vereadores

Mesmo após conflitos, CPI das Torcidas Organizadas sofre sem apoio de vereadores

Por Meu Timão

Líderes de organizadas já foram ouvidos pela CPI

Líderes de organizadas já foram ouvidos pela CPI

Foto: Reprodução / TV Câmara

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Torcidas Organizadas, instalada na Câmara de São Paulo, vem sofrendo para conseguir conquistar um espaço entre os vereadores paulistanos.

Segundo o GloboEsporte.com, que acompanhou a última sessão da CPI, os vereadores estão ignorando a tentativa de investigar as organizadas e combater a violência entre torcedores de futebol.

Nas últimas cinco reuniões ordinárias marcadas, o número mínimo de vereadores (que é cinco) não foi atingido, impossibilitando votações. Os encontros se tornaram apenas reuniões de trabalho.

A CPI é presidida por Laércio Benko Lopes (PHS), e conta com o vice, Conte Lopes (PP). Além deles, participam da comissão os vereadores Adolfo Quintas (PSDB), Alessandro Guedes (PT), Rubens Calvo (PMDB), José Police Neto (PSD), Ricardo Teixeira (PV) e Toninho Paiva (PR).

Nos últimos encontros, porém, apenas dois ou três membros compareceram no plenário. Nesta quarta-feira, a reunião deveria escolher um novo relator, que precisa ser definido até o final de maio, além de ouvir presidentes de clubes paulistas. Nem os vereadores, nem os cartolas marcaram presença.

Para se ter ideia, quem representou o Corinthians foi o gerente de operações da Arena Corinthians, Lucio Blanco. Ele falou na comissão sobre o direito de protestar das torcidas organizadas.

“O clube não se preocupa com o que está escrito na faixa. O direito de protestar é livre e o combinado é que todo material que as organizadas levarem aos estádios seja apresentado à Polícia Militar. A torcida tem todo o direito de apresentar as faixas desde que não seja de cunho preconceituoso e ofensivo”, declarou, em entrevista ao site da Câmara.

As últimas reuniões também discutiram os recentes casos de violência envolvendo torcedores paulistas, como a emboscada sofrida pelo presidente da Gaviões da Fiel, no início de março.

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