André recorda insucesso na Europa, revela caso de racismo e projeta futuro no Timão

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Por Meu Timão

Contratado no início desta temporada, André comemora um dos seus dois gols pelo Corinthians

Contratado no início desta temporada, André comemora um dos seus dois gols pelo Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Sucessor de Vagner Love no ataque do Corinthians, André acumula uma longa experiência no futebol. Mesmo aos 25 anos, o centroavante nascido em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, já viveu altos e baixos, conquistou títulos e jogou no futebol europeu, sonho de uma infinidade de garotos brasileiros. Em entrevista ao programa Globo Esporte, o jogador contou como deixou o Santos rumo ao Dínamo de Kiev (UCR), em 2010.

“Na verdade eu não queria sair. Aí veio o time da Ucrânia pagando o dinheiro e pô, sou de uma família humilde. Acaba pesando essa parte financeira e acabei indo pra lá. Tive dificuldade pra me adaptar lá, foi complicado porque não falava a língua, frio e tinha a questão de alguns jogadores serem racistas. Tudo isso com 19 anos”, revelou André.

Além das dificuldades longe das quatro linhas, o atacante teve poucas oportunidades para mostrar seu futebol a serviço do Dínamo. Insatisfeito na equipe ucraniana, acabou emprestado ao Bordeaux (FRA) para adquirir ritmo de jogo e, quem sabe, ganhar nova chance no Velho Continente. Algo que, segundo ele, havia deixado de ser seu objetivo principal.

“Foi bastante pesado. Eu queria voltar pro Brasil e não deixavam. Aí me mandaram pra França meio que forçado. Eu tinha um calendário no meu armário que ia riscando todos os dias (risos). O pessoal dava risada. Ansioso pra voltar pro Brasil”, recordou, em tom bem humorado.

Na temporada seguinte, André acabou contratado em definitivo pelo Atlético-MG. De lá para cá, o jogador defendeu as cores do Santos, pela segunda vez, Vasco e Sport. No entanto, apesar das boas atuações, foi destaque na imprensa devido à fama de “baladeiro” – em agosto de 2014, o atacante foi flagrado dormindo numa casa noturna. A imagem ganhou grande repercussão nas redes sociais e prejudicou sua carreira. Na época, o atleta lamentou o ocorrido e disse que tudo não passou de uma brincadeira entre amigos.

Sincero, o camisa 9 do Corinthians abriu o jogo e comentou o episódio. “Eu falo pro pessoal que era um pouco rebelde, né? (risos). É bem complexo, porque no Atlético realmente teve esse problema, aconteceram aqueles casos. Mas no Vasco foi uma situação à parte porque teve coisas extracampo ali, de vestiário...”, se defendeu André, que ainda admitiu um vício que mantinha quando atuou no clube da Baixada Santista.

“Eu comia hambúrguer de manhã, à tarde e à noite. Tem uma história engraçada que o Neymar comia todo dia hambúrguer na concentração. E ali, pô, eu estava sentado com ele e comia também. Aí o Muricy chamou ele e falou: ‘Pô, ajuda o cabelo (seu apelido), não come hambúrguer não’”, relembrou, aos risos.

Por fim, André analisou o atual momento do Timão, a uma rodada da classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores, e projetou seu futuro pelo atual campeão brasileiro. Para ele, a equipe alvinegra ainda está em reconstrução e, com a passar das partidas, voltará a apresentar o desempenho de 2015.

“Acho que agora já vai pegando esse time do jogo, da movimentação que o Tite gosta que faça, do passe. Você vai conhecendo o companheiro, como ele gosta de receber a bola, onde ele vai. É lógico que vão comparar com o time do ano passado, não tem jeito. Vai ter essa desconfiança até a gente ganhar, até a gente chegar numa final e ganhar um título, aí vão falar que realmente mudou, que o time agora é bom. A gente sabe que só ganhando que convence”, concluiu.

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