Presidente do Corinthians se diz triste e não acredita em solução com torcida única

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Por Meu Timão

Roberto de Andrade lamentou decisão do Governo do Estado em proibir torcida visitante nos clássicos disputados em São Paulo

Roberto de Andrade lamentou decisão do Governo do Estado em proibir torcida visitante nos clássicos disputados em São Paulo

Agência Corinthians

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, não crê que a decisão por torcida única nos clássicos disputados no estado até o fim de 2016 irá solucionar a violência do futebol paulista. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira, no CT Joaquim Grava, o mandatário alvinegro se disse triste com a determinação imposta pelo Governo.

“Vejo isso com bastante tristeza. Apesar de ser uma determinação e isso a gente não discute, cumpre, mas se fosse a solução do problema, faria supercontente. Mas não será”, afirmou o dirigente, que também abriu o jogo sobre a possibilidade de Tite deixar o Corinthians para assumir a Seleção Brasileira.

A decisão por torcida única foi tomada pela Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo, junto da Federação Paulista de Futebol e da Promotoria do Estado. Tal imposição foi consequência dos confrontos entre corinthianos e palmeirenses ao longo do último domingo (03), antes e depois do clássico disputado no estádio do Pacaembu – em uma das brigas, aliás, um homem acabou morto.

“Não é proibindo as pessoas de irem ao jogo que vai acabar a violência, já que ela é praticada nos arredores. Quem garante que os mesmos torcedores não vão se encontrar em qualquer esquina?”, questionou o presidente corinthiano.

A Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Timão, se pronunciou sobre o assunto. Em nota oficial, o grupo lamentou a “hipocrisia” dos órgãos públicos em “generalizar” as uniformizadas e deixar de lado casos de violência do cotidiano do brasileiro. “Não assumimos a responsabilidade e autoria de brigas, principalmente por considerarmos que a mesma não tem ligação direta a qualquer tipo de entidade”, informa o trecho do texto.

Além da torcida única, outras duas medidas foram definidas: os clubes estão proibidos de repassar ingressos de maneira individual para torcidas organizadas e os integrantes das mesmas não poderão mais entrar nos estádios com adereços que façam alusão às torcidas.

Por fim, Andrade fez um apelo ao Governo do Estado de São Paulo, responsável pela segurança e investigação de crimes na capital. “Precisa ter punição rigorosa com quem comete crime. Enquanto isso não for mudado, não terá solução. É muito paliativo colocar uma torcida única. Não vai resolver”, finalizou.

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