Ainda esperando medalha de campeão, Petros revela 'madrugadas alvinegras' na Espanha

Ainda esperando medalha de campeão, Petros revela 'madrugadas alvinegras' na Espanha

Por Meu Timão

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Petros comemora um dos seus quatro gols pelo Corinthians

Petros comemora um dos seus quatro gols pelo Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Há quase um ano no Real Betis, da Espanha, Petros se considera parte do elenco alvinegro que ergueu o troféu do hexacampeonato brasileiro em 2015. Mais do que isso, o ex-volante do Timão aguarda uma medalha do clube que o projetou para o futebol do Velho Continente. Em tom bem humorado, o ex-camisa 40 revelou passar noites em claro para assistir aos jogos do Corinthians.

“Sigo torcendo pelo sucesso do Corinthians, tento ver todos os jogos. Às vezes minha mãe fica louca comigo porque eu fico acordado até quase cinco horas da manhã para assistir ao Corinthians”, afirmou Petros, em entrevista publicada pelo blog Ora Bolas, do portal Goal, nesta quinta-feira.

“Futebol é paixão, meu carinho pelo clube é enorme. Sou campeão brasileiro pelo Corinthians. Ainda não me mandaram a medalha, mas pego quando for ao Brasil (risos)”, acrescentou o brasileiro de 26 anos, que soma 25 partidas pelo Betis, atual 13º colocado do Campeonato Espanhol.

Revelado no Vitória, Petros passou por alguns clubes brasileiros – dentre eles, Boa Esporte e Penapolense – até chegar ao Parque São Jorge, em 2014. Em 63 partidas pelo Timão, ficou marcado pelo ímpeto na marcação como primeiro volante, além de ir às redes eventualmente (foram quatro gols anotados com o manto alvinegro).

Em junho da temporada passada, quando o Brasileirão estava em seu início, o meio-campista assinou contrato por quatro temporadas com o Betis, que desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões por 25% de seus direitos econômicos. Na ocasião, a cúpula do clube não viu o valor ser creditado aos cofres, já que o montante acabou usado para saldar uma dívida de R$ 6 milhões com Fernando Garcia, agente do jogador.

Em boa fase, Petros falou da forte relação que mantém com a torcida da equipe de Sevilha. “Os torcedores falam que sou o pulmão do time, o mais aguerrido, usam também um termo em espanhol que significa que sou o jogador que dá a vida nos gramados... Nem acho que é pela minha qualidade, é pelo meu trabalho forte mesmo. Vivo do futebol, é minha obrigação fazer o melhor possível. Posso não ser o melhor, mas lutarei sempre para tentar ser o melhor”, disse o camisa 25 do Betis, que ainda recordou os embates contra Lionel Messi e Neymar, do Barcelona (ESP), e Cristiano Ronaldo, do Real Madrid (ESP).

“O Messi é muito frio, passa o jogo todo calado. É impossível desconcentrá-lo. Eu até cheguei mais forte de propósito, mas não adiantou nada. Por outro lado, aprendi uma lição com ele: o melhor jogador do mundo também é o jogador mais concentrado. O Cristiano Ronaldo é diferente, mais genioso, por isso que às vezes é possível tirar a concentração dele. Já o Neymar é fora de série, sou fã dele”, concluiu.

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