Secretário de Segurança Pública ataca organizadas: 'Ou nos auxiliam ou vão acabar'

Secretário de Segurança Pública ataca organizadas: 'Ou nos auxiliam ou vão acabar'

Por Meu Timão

Alexandre de Moraes concedeu entrevista na quadra da Gaviões

Alexandre de Moraes concedeu entrevista na quadra da Gaviões

Foto: Mídia Ninja

A sexta-feira está bastante tensa para as torcidas organizadas do Corinthians, além da palmeirense Mancha Alviverde. Protagonista da operação Cartão Vermelho ao lado da Polícia Civil, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo declarou guerra às uniformizadas. Em entrevista concedida na quadra da Gaviões da Fiel durante buscas realizadas na sede do Bom Retiro, Alexandre de Morais deu um ultimato às uniformizadas.

"Ou as organizadas escolhem o lado da lei e da ordem e nos auxiliam, de verdade, a expulsar os torcedores criminosos e prendê-los com provas, ou elas vão optar por estar ao lado dos criminosos e vão acabar", declarou o braço de direito do governador Geraldo Alckmin.

De acordo com a Polícia Civil, o principal objetivo da operação é prender torcedores envolvidos nas brigas que antecederam e sucederam o último clássico entre Corinthians e Palmeiras, no último dia 3 de abril. Além da Gaviões da Fiel, Pavilhão Nove, Camisa 12 e Mancha Alviverde também estão com associados na mira da polícia.

Na sede da Gaviões, foram encontrados mais de R$ 62 mil em dinheiro. Moraes insinuou que a quantia era utilizada para compra de "pacotes" de ingressos diretamente com o clube.

"Os clubes entregam a carga visitante, antes de vender, para as organizadas. Essa promiscuidade tem de acabar. Estamos no caminho certo. A venda tem de ser online. Quem compra, tem de se cadastrar", falou.

O secretário ainda reforçou a imposição de torcida única nos clássicos paulistas até o fim do ano. A Secretaria de Segurança Pública foi a principal responsável pela tomada da medida.

"A torcida única é uma das medidas necessárias para que possamos combater a violência no futebol. Temos Santos e Corinthians na Vila Belmiro, são 200 torcedores visitantes, com carga destinada à organizada. Eles levam a tropa de frente, nem mulher, nem criança. Causam um custo muito grande ao Estado", opinou.

Vale lembrar que, coincidentemente, a Gaviões da Fiel havia marcado um protesto justamente para esta sexta-feira, data de início da operação Cartão Vermelho. Com adesão de demais organizadas do Corinthians e torcedores "comuns", o ato está previsto para acontecer no fim da tarde no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Entre as pautas estão a "denúncia da perseguição política" e "repúdio à medida autoritária de torcida única, pelo diálogo e medidas preventivas efetivas para acabar com a violência".

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