Corinthians modifica método de contrato de reforços para evitar novo desmanche

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Por Meu Timão

Guilherme foi totalmente adquirido pelo clube e Giovanni Augusto teve 60% dos seus direitos comprados

Guilherme foi totalmente adquirido pelo clube e Giovanni Augusto teve 60% dos seus direitos comprados

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Sem grande poder de influência na temporada anterior depois das propostas recebidas do futebol chinês com as perdas de Jadson, Renato Augusto e Gil, o Corinthians adotou uma política diferente quanto às negociações com jogadores. As principais estratégias foram baseadas em comprar um maior percentual dos jogadores, em sua maioria, acima de 70%, além de não deixar com que os contratos se aproximem do término.

Além dos jogadores cedidos ao futebol oriental em 2015, o Corinthians também perdeu Vagner Love e Malcom, ambos para o futebol francês. Formado nas categorias de base do clube, Malcom não rendeu ao Corinthians o que era esperado, já que o Timão era dono de somente 30% de seus direitos econômicos.

Outro caso semelhante é o de Jadson. Fruto de uma negociação com o São Paulo, o meia tinha somente 30% de seus direitos ligados ao Corinthians, o que acarretou em um lucro muito inferior ao clube quanto ao valor bruto da negociação junto ao Tianjin Quanjian, da China. Assim como a de Jadson, a venda de Renato Augusto também não teve grande influência nos cofres corinthianos, tendo em vista que 50% do atleta pertenciam ao clube.

Para os contratos adquiridos neste ano, a mudança nos investimentos ficou evidente. O meia Guilherme e o zagueiro Balbuena tiveram a compra exclusiva do clube, representando a posse integral dos direitos dos atletas. André (80%), Marquinhos Gabriel (70%), Giovanni Augusto (60%) e Marlone (50%), fecham a lista dos contratados neste ano.

Em relação ao posicionamento corinthiano nas negociações, o gerente de futebol do clube, Edu Gaspar, explicou a importância da inovação. "Estamos brigando há muito tempo e colhendo frutos agora. Não é fácil. Todas as coisas no futebol demandam tempo. As decisões que tomamos em negociações são criteriosas e firmes no que o clube está impondo, de forma educada. O Corinthians propõe o que é justo, cabe ao atleta se adaptar”, disse ao UOL.

E, não para por aí. A diretoria não optou por medidas somente em relação aos recém-chegados, mas também aos remanescentes da campanha que rendeu o título do Campeonato Brasileiro. O clube investiu R$ 13 milhões para adquirir 100% dos direitos do zagueiro Felipe, anteriormente de 50%. O volante Malcom, promessa revelada pela base do clube, teve a aquisição de 80%. Peça fundamental no esquema de Tite, Bruno Henrique foi outro que apresentou o aval da diretoria, de 25% para 60%.

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