Edu Ferreira nega que tenha recebido por esquema de corrupção na base

Edu Ferreira nega que tenha recebido por esquema de corrupção na base

Por Meu Timão

Edu Ferreira concedeu entrevista coletiva na Arena Corinthians nesta segunda-feira

Edu Ferreira concedeu entrevista coletiva na Arena Corinthians nesta segunda-feira

Foto: Meu Timão

O diretor adjunto de futebol do Corinthians, Eduardo Ferreira, negou estar envolvido na denúncia acerca de Fábio Barrozo, ex-gerente geral das categorias de base do clube que teria adquirido rendas irregulares com a negociação de atletas a agentes. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o mandatário afirmou que medidas serão tomadas pelo presidente Roberto de Andrade em breve.

“Como todos sabem, andaram especulando meu nome sobre coisas do futebol amador. Estou chateado que em uma coincidência apareceu meu nome e pessoas do clube e da imprensa falaram que era a mesma coisa. Essas cartas no futebol ocorrem normalmente, sempre com a autorização do presidente”, afirmou Ferreira.

Barrozo assumiu o cargo de gerente da base em março de 2012 e deixou o Timão em 13 de abril deste ano, quando pediu demissão após ser afastado pela atual diretoria. Em conversas vazadas, o ex-funcionário do Corinthians menciona a venda dos direitos de Alysson, um atleta de 16 anos da base, a Helmut Niki, um empresário que mora nos Estados Unidos e que investiu seu próprio dinheiro no jogador.

A única relação do episódio com o futebol profissional se dá por Edu Ferreira, que parece dizendo que vai fazer a carta que o empresário Niki precisa. De acordo com o departamento jurídico do Timão, o dirigente apenas ajudou o agente a conseguir o documento, o que é parte da função dele, mas não imaginava que a mesma seria vendida.

“Tenho várias cartas aqui assinadas pelo presidente ou por mim, para abrir negociação, para autorizar jogador a ser emprestado, existem várias cartas para autorizar fulano a emprestar jogador para Turquia, China, etc. Existem vários tipos de carta. Quero deixar bem claro que tudo que ocorreu no futebol amador e no futebol profissional não tem a ver com isso, principalmente minha pessoa”, acrescentou o cartola, que ainda mandou um recado a torcedores e integrantes do Conselho Deliberativo do Corinthians.

“Quero avisar o torcedor, conselheiro, o sócio que podem confiar em mim. Estou aberto a tudo isso. Nosso departamento jurídico vai abrir sindicância e todos os pontos vão ser apresentados e as medidas vão ser tomadas pelo presidente”, salientou.

Além de Niki e Barrozo, outro funcionário diretamente envolvido com a atual gestão do clube tem participação no caso. Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, assessor do ex-presidente Andrés Sanchez, atuava como parceiro de Barrozo nas negociações.

Ao todo, cerca de 110 mil dólares foram envolvidos nos acordos feitos entre os membros do clube e os agentes. Niki comprou 20% dos direitos econômicos de Alysson e os demais valores foram liberados para a concessão de uma carta de autorização pelo próprio Corinthians. “Minha carta não teve pagamento nenhum. Como vou dar uma carta e cobrar por isso. Como eu vou cobrar? Estou afirmando aqui que não existe nada, pelo amor de Deus”, finalizou.

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