MP-SP pede compartilhamento de provas sobre esquema de propina na Arena Corinthians

MP-SP pede compartilhamento de provas sobre esquema de propina na Arena Corinthians

Por Meu Timão

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Entregue em 2014, Arena virou personagem da Lava Jato no último mês de março

Entregue em 2014, Arena virou personagem da Lava Jato no último mês de março

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Ministério Público de São Paulo parece disposto a participar das investigações acerca do esquema de propina da Odebrecht nas obras da Arena Corinthians. De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, o MP-SP entrou com um pedido de compartilhamento de provas com a Lava Jato para também investigar os pagamentos ilícitos ocorridos ao longo da construção do estádio do Timão.

O pedido partiu do promotor Marcelo Milani, que foi responsável por uma ação civil contra o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do PSD, em 2012, por improbidade administrativa. A motivação para o ingresso de tal ação foram os incetivos fiscais pagos pela Prefeitura ao Corinthians para a construção do estádios. Por meio de CIDs, o valor chegou aos R$ 420 milhões (quase 40% do R$ 1,1 bilhão que custaram as obras) e foi considerado legal pela Justiça ao menos em primeira instância. Milani aguarda aprofundamento das investigações sobre o esquema de propina para retomar o caso.

Responsável pelas investigações da Lava Jato, o juiz Sergio Moro afirmou que "o compartilhamento das informações é um objetivo político válido". Na visão do magistrado, processos administrativos podem ajudar as investigações da esfera criminal.

Vale lembrar que, no dia 22 de março, a Lava Jato anunciou a descoberta de pagamento de propina por parte da Odebrecht em meio às obras da Arena Corinthians. Vice-presidente do Timão e assessor do gabinete de Andrés Sanchez como deputado federal, André Negão tornou-se alvo da Polícia Federal por suspeita de recebimento de até R$ 500 mil em repasses ilegais. O dirigente do clube chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de R$ 5 mil de fiança.

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