Aniversariante desta quarta, Super Zé relembra invasão ao Maracanã e título de 77

Aniversariante desta quarta, Super Zé relembra invasão ao Maracanã e título de 77

Por Meu Timão

Na conquista do Paulista de 1979, Zé se machucou e, mesmo com a camisa coberta por sangue, continuou em campo

Na conquista do Paulista de 1979, Zé se machucou e, mesmo com a camisa coberta por sangue, continuou em campo

Foto: Ronaldo Kotscho

Além da Arena Corinthians, outra peça fundamental da história do Sport Club Corinthians Paulista faz aniversário nesta quarta-feira: Zé Maria, ídolo da Fiel. Em entrevista ao canal oficial do Timão no Youtube, o ex-jogador relembrou a “conturbada chegada” – como ele próprio define – ao Parque São Jorge, a invasão ao Maracanã e o título do Campeonato Paulista de 1977.

Um ano antes, no dia 05 de dezembro de 1976, o Corinthians chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro e teve de enfrentar o Fluminense do craque Rivellino, apontado como a melhor equipe da época. Para promover o confronto no estádio do Maracanã, o então presidente do time das Laranjeiras, Francisco Horta, provocou a Fiel torcida e ofertou metade da carga de ingressos ao Corinthians.

“A raiva, a bronca que o torcedor pegou daquelas informações que 'o Corinthians iria para lá e voltaria numa estrada de lágrimas' mexeu com o brilho do torcedor. E isso fortaleceu, a chegada no Rio já foi pra gente um negócio impressionante”, contou Zé Maria, que viu de perto a força dos corinthianos: ao menos 70 mil “loucos” saíram de São Paulo rumo à capital carioca.

“A gente chegou de viagem normal, no hotel, para a concentração. Já tinha alguns torcedores no hotel, o que não era comum. De manhã, quando a gente levantou para a preparação pro jogo, o hotel estava invadido, pessoal na piscina, pessoal com bandeira do Corinthians na laje do hotel. Quando a gente saiu do almoço, as praias tomadas pelo torcedor corinthiano”, recordou o ex-lateral-direito.

Apesar da festa da Fiel, foi o Fluminense quem abriu o placar, com Pintinho. A equipe do Parque São Jorge não sentiu o golpe e empatou o duelo antes do fim do primeiro tempo com gol do meia Ruço. Debaixo de muita chuva, as duas equipes não saíram do 1 a 1 na etapa final e decidiram o avanço à decisão nacional em cobranças de pênalti – com grande atuação do goleiro Tobias, que defendeu dois penais, o Timão eliminou o Fluminense diante de 146.043 expectadores.

Conhecido pela raça e entrega em campo, “Super Zé” foi um dos maiores laterais da história do Corinthians. Em 1977, capitão fez parte do esquadrão alvinegro que derrotou a Ponte Preta e ergueu o troféu do Campeonato Paulista, encerrando um jejum de quase 23 anos. Entre 1970 a 1983, Zé Maria disputou 598 partidas e marcou 17 gols.

Assista à entrevista do canal do Corinthians com Super Zé

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