Yago é condenado por caso de dopping, mas recebe pena leve do TJD

Yago é condenado por caso de dopping, mas recebe pena leve do TJD

Por Meu Timão

Yago ainda não sabe quando será julgado pelo caso de doping; Timão mantém otimismo no caso

Yago ainda não sabe quando será julgado pelo caso de doping; Timão mantém otimismo no caso

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Sem jogar há mais de um mês, Yago foi condenado e recebeu pena leve após ser flagrado em um exame antidoping durante o Campeonato Paulista e está liberado para voltar a atuar pelo Corinthians. A decisão foi anunciada durante julgamento realizado na tarde desta segunda-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva, na Federação Paulista de Futebol. O zagueiro já pode estar em campo no domingo, contra o Palmeiras.

A decisão não confirmou as expectativas do Corinthians, que esperava que o zagueiro seria liberado devido à forma que foi feita a aplicação da sustância betametasona. Apesar de o medicamento ser considerado proibido pela Agência Mundial Antidopagem, o clube alegou que a forma como ele foi usado (intra-articular) é permitida.

A defesa apresentada, no entanto, não foi determinante para livrar o atleta de qualquer punição. Com isso, o tempo da punição foi definido por votação, que determinou a pena de 30 dias. Como o jogador está suspenso desde o dia 10 de maio, a punição acaba no dia 10 deste mês, deixando-o livre para o clássico do dia 12.

A última partida do zagueiro foi no dia 4 de maio, no empate por 2 a 2 contra o Nacional, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. A partir deste jogo, ele aguardou resultado da contraprova e acabou suspenso preventivamente por 30 dias por ter sigo flagrado no exame realizado após a partida contra o Santos, pelo Paulistão.

O julgamento nesta segunda-feira começou às 16h30 e terminou por volta das 19 horas. Os ex-jogadores e atuais dirigentes do Timão, Edu Gaspar e Alessandro, assistiram à sessão, que também contou com a presença de Yago e os médicos do clube Joaquim Grava, Ivan Grava e Júlio Stancati.

Veja como foi o julgamento

A defesa - A sessão foi presidida por Dr. Leandro Silva Teixeira Duarte e teve como relator do processo o Dr. Luiz Roberto. Após todo o caso ter sido apresentado pela promotoria, o primeiro a depor foi Yago. Assim como já fez em diversas entrevistas, o zagueiro voltou a falar que nunca tomou qualquer medicação sem a recomendação do clube e que recebeu a confirmação do Dr. Joaquim Grava de que o procedimento que seria submetido era permitido.

Segunda pessoa a dar seu depoimento, Joaquim Grava confirmou a versão de Yago e, além de assumir a responsabilidade, voltou a ressaltar que a substância foi manipulada de forma correta. As informações são do jornal Lance!.

"Aplicação intramuscular é proibida, intra-articular não. O que eu fiz era permitido e assumo a total responsabilidade pela aplicação no Yago", disse o consultor médico do clube.

Depois de Joaquim Grava, quem deu seu depoimento foi Cristiano Laurino, médico especialista em doping da Confederação Brasileira de Atletismo, que explicou as diferenças da forma como a substância foi aplicada no zagueiro.

Após os três depoimentos, foi vez de ser apresentada a defesa, o que foi feito por João Zanforlin, advogado do Corinthians, e Tomás Matos de Paula, advogado especialista em doping.

Apresentando seus arumentos, Matos de Paulo reiterou que o período de 30 dias de suspensão que o zagueiro estava passando já pode ter sido considerado um grande punição pelo fato de o atleta não ter culpa.

“Fiquei muito triste de ver esse jogador ficar 30 dias suspenso. Suspensão, nesse caso, era opcional. Esse atleta está punido há quase 30 dias derivado de algo permitido pela regra. Isso está muito bem provado. Hoje peço a absolvição desse atleta. Não é infração, não existe processo disciplinar nesse caso”.

A análise – Após os depoimentos e a apresentação da defesa, o caso foi a julgamento. A decisão foi imposta após votação, que terminou empatada e resultou na pena mais branda, a de 30 dias.

Ressaltando a dificuldade de julgar um caso de doping, o Dr. Luiz Roberto disse que não ficou “convencido na probabilidade de imprevistos na ação dos médicos” e que o zagueiro tinha culpa no caso. Apesar de considerar que a pena não deveria seguir o piso determinado pela Agência Mundial Antidopagem - que era de dois anos - ele se mostrou a favor de uma punição. Com isso, votou pela punição de 180 dias.

A opinião do relator do processo foi a mesma do Dr. Leandro Silva. No entanto, votaram pela punição de 30 dias os Drs. Samuel de Abreu e Rodnei Jericó.

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