Giovanni Augusto fala em revanche contra o Palmeiras e manda recado à Fiel

Giovanni Augusto fala em revanche contra o Palmeiras e manda recado à Fiel

Por Lucas Mariano

Giovanni Augusto concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão

Giovanni Augusto concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão

Foto: Meu Timão

As brincadeiras e o tom descontraído durante sua apresentação, no dia 5 de fevereiro, já indicavam como Giovanni Augusto se sentia bem em vestir a camisa do Corinthians. Agora, há pouco mais de quatro meses no clube, o sentimento se confirma e o meia é um dos 12 reforços contratados para esta temporada que mais se encaixou no time de Tite. Elogiado pela Fiel, ele é nome praticamente certo no time que entra em campo no próximo domingo, contra o Palmeiras.

Com a experiência de ter enfrentado o rival no Campeonato Paulista, em partida que o clube do Parque São Jorge acabou derrotado, o jogador, apesar do pouco tempo no time, destaca a dimensão do clássico.

“É muito diferente. Acho que no primeiro clássico fizemos um dos piores jogos, nossa equipe não conseguiu jogar. Tivemos até chances de ganhar o jogo. Então agora tem que ir com atenção para não repetir porque sem dúvida nenhum é um jogo muito importante e temos que estar ligados do início ao fim da partida para não sermos surpreendidos novamente”, analisou o meio-campista em entrevista exclusiva ao Meu Timão.

No estadual, as duas equipes se enfrentaram em situações completamente opostas: o Timão era o líder e já havia garantido vaga na próxima fase, enquanto o rival não tinha classificação garantida e ainda corria certo risco de rebaixamento. Neste final de semana, no entanto, a realidade é outra e os times, separados por um ponto, brigam pela liderança do Brasileirão. Ciente da pressão de reverter o resultado do último jogo, Giovanni trata o dérbi de domingo como uma guerra.

“Tratando-se de Corinthians, sempre vai ter pressão, sempre vai ter aquele objetivo de vencer, ainda mais em clássico. Então acho que temos que entrar com espírito de guerra, espírito de revanche, sim. Até porque é nosso principal rival, é um time que sem dúvida vai brigar para ser campeão também, então temos que encarar esse jogo como uma final. Tenho certeza que nossa equipe está preparada para fazer um grande jogo”, afirmou.

Desde que chegou ao Corinthians, o meia disputou 23 jogos, somando 15 vitórias, cinco empates e três derrotas. Ao contrário de outros companheiros, que foram alvo de críticas por parte da torcida, ele tem recebido o apoio das arquibancadas, o que o deixa ainda mais motivado em retribuir dentro de campo o carinho da Fiel.

“Eu fico muito feliz porque é o que todo jogador quer, ser tratado com carinho. Agradeço de coração mesmo o apoio que a torcida tem me dado. Sem dúvida, vem fazendo uma grande diferença. Eu espero de coração poder retribuir esse carinho fazendo gols, dando assistências, ganhando títulos, que é o que realmente a torcida merece”, agradeceu o atleta.

Além do clássico e do apoio da torcida, Giovanni Augusto, em conversa com o Meu Timão, também falou sobre seus primeiros meses no Corinthians, o susto com uma lesão e ainda mandou um recado à nação corinthiana.

Confira a entrevista com Giovanni Augusto

Dos 12 reforços, você foi o que mais se encaixou no time e o que mais tem recebido elogios da torcida. Esperava isso quando acertou a vinda para o Corinthians?

Fico muito feliz pelo carinho da forma como todo mundo me recebeu aqui. Acho que isso fez a diferença, fez me sentir em casa, parece que eu estava aqui desde o ano passado. Então acho que facilitou minha adaptação. Também a forma como o Tite conversa com os jogadores, a liberdade que ele dá nos jogos e nos treinamentos, então acho que tem um pouco de tudo e graças a Deus estou conseguindo representar bem essa camisa, que é meu principal objetivo.

Quais eram suas expectativas quando recebeu a proposta de vir para o Corinthians?

As melhores possíveis. Fiquei muito feliz porque é o sonho de todo jogador poder defender essa camisa, que sem dúvidas é um dos maiores clubes do futebol mundial. Fiquei muito feliz e mais feliz ainda quando vi a proposta. Posso dizer que foi um sonho que virou realidade. Agora só depende de mim que eu possa conquistar meu espaço nesse clube que eu sonhei tanto em jogar.

O que se concretizou e o que ainda não aconteceu?

Acho que o principal motivo de vir para cá é conquistar títulos, é o que todo jogador quer quando chega no clube. E todos sabemos que só conseguimos nos tornar ídolo e virar referência se conquistamos títulos. Fiquei triste porque viemos de duas eliminações dentro de casa, no Paulista e na Libertadores, mas o que me dá força é saber que o torcedor está do nosso lado, que temos um grande treinador e que estamos começando bem o Brasileirão. Tenho certeza que temos o Brasileirão e a Copa do Brasil para a gente entrar forte e, quem sabe, conquistar o título.

Você vinha jogando muito bem e se machucou na partida contra o Red Bull. Em algum momento você ficou preocupado em voltar e não ter a mesma sequência no time?

Fiquei sim muito preocupado até porque logo depois que eu sofri a lesão o médico veio conversar comigo e disse que poderia ser algo muito grave. Mas logo depois, graças a Deus, vimos que não era nada grave e até conseguimos antecipar minha volta. Estava prevista para um mês, conseguimos em 14, 15 dias. Até agradeço toda parte da fisioterapia e também os médicos do clube que me ajudaram bastante. Fiquei feliz de voltar o mais rápido possível porque o que todo jogador quer é estar dentro de campo e ajudar aos companheiros.

Você já está há quatro meses no Corinthians e o torcedor já pôde ver um pouco do Giovanni Augusto. Mesmo assim, manda um recado para a Fiel do que eles ainda podem esperar de você.

Primeiro, quero agradecer mais uma vez o carinho, da forma como vocês me receberam e dizer que, sem dúvida nenhuma, não só eu, mas todo o grupo, vai fazer o possível para tentar dar alegria mais uma vez esse ano porque esse é o nosso principal objetivo. Junto com meus companheiros, espero transformar esse carinho que vocês demonstram para a gente em forma de gols, assistências e títulos, então agradeço e espero que você possam comparecer em todos os jogos para nos apoiar porque, com certeza, vocês fazem toda a diferença.

Confira as perguntas dos torcedores

Na sua apresentação, você brincou que merecia uma placa por ter feito o primeiro gol da Arena. Já cobrou o presidente por isso?Por Léo Cardoso

Não, não. Foi mais uma brincadeira ali para distrair, para quebrar aquele gelo da apresentação, quebrar a ansiedade. Mas se um dia vier a acontecer, vou ficar muito feliz. Mas tenho consciência que preciso fazer muito ainda para um dia merecer uma placa no Corinthians.

Você acha que pressão por mudanças atrapalhou o Corinthians na Libertadores?Por Luiz Alisson

Acho que a gente conseguiu até assimilar rápido essa troca de jogadores. Conseguimos iniciar bem o campeonato, só que infelizmente não deu certo porque é um daqueles jogos que você poderia jogar a noite toda e a bola não iria entrar, então acho que o que pesou mais foi isso mesmo. Mas o importante é que já superamos isso, tenho certeza que daqui para frente vai ser só alegria.

Qual posição e esquema tático você se sente mais a vontade jogando no Corinthians?Por Vicente da Costa

Ano passado joguei praticamente todo o campeonato como armador. Esse ano to caindo mais pelas beiradas. Mas, independentemente da posição, importante é jogar. Importante também é que o Tite também dá total liberdade para pegar a bola e ir para cima, então acho que hoje o futebol está muito dinâmico e o importante é estar em campo ajudando e estou muito feliz da forma que estou jogando e sei que posso fazer muito mais.

Por todos os problemas que já teve na carreira, indicaria ao seu filho que seguisse a carreira de jogador? Por Robson Martins

Sim. Acho que é uma profissão que não é fácil, mas que sem dúvida nenhum vale a pena quando você consegue alcançar o topo. É uma profissão que dá a oportunidade de você mudar a vida da sua família. Você acaba conhecendo vários lugares pelo mundo, então acho que é uma profissão privilegiada. Toda profissão tem seus pontos positivos e negativos, mas, sem dúvida nenhuma, se meu filho quiser ser jogador, vai ter todo meu apoio porque sei que no final vale a pena.

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