Andrés admite baixar pedida dos NR e ironiza possível perda da gestão da Arena

Andrés admite baixar pedida dos NR e ironiza possível perda da gestão da Arena

Por Meu Timão

Andrés Sanchez é hoje coordenador da Arena

Andrés Sanchez é hoje coordenador da Arena

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez é o homem forte por trás da Arena. E, em meio ao receio da torcida de que as contas do estádio não sejam pagas, o cartola concedeu entrevista ao jornal Lance!, publicada nesta quarta-feira, na qual faz projeções para o pagamento do R$ 1,2 bilhão referente ao valor da casa alvinegra em Itaquera.

Chama atenção o fato de Andrés, pela primeira vez, sinalizar uma pedida 25% dos naming rights em relação ao projetado inicialmente. Desde o início das obras até o fim do ano passado, o hoje ex-dirigente mostrava-se otimista num acordo de R$ 400 milhões por 20 anos. Tal valor já é agora tratado na casa dos R$ 300 milhões.

"O estádio vale hoje R$ 1,2 bilhão. Temos quase R$ 500 milhões de CID para vender. Vamos vender o nome do estádio por R$ 300 milhões. Vai ter uns R$ 100 milhões de desconto do que a Odebrecht deixou de fazer em obra. Dá para pagar ou não? Vai tomar no c... Vai pagar em um um, dois, cinco anos? 'Ah, mas não vendeu o CID.' Por muitos problemas. 'Não vendeu o nome do estádio'. Mas vai vender", tentou explicar.

Sobre o prazo para o anúncio do naming rights, Andrés garante que não passará de 2016. O problema é que, desde o início de 2012, o ex-mandatário vem prometendo, prometendo e prometendo, gerando expectativa e frustração na Fiel.

"Nos próximos dias pode sair. Pode ser em 10 ou 898. Eu nunca dei prazo e sempre admiti que estava atrasado. Não é fácil pegar R$ 300 milhões sem nem saber se vão falar o nome da empresa. Quem me garante que os órgãos de imprensa vão falar o nome do estádio? Se o cara está comprando o nome do estádio é para colocar. Aí vão pôr Itaquerão, Andrezão, Arenão, Fielzão...", argumentou.

Outra mudança nos planos em meio à projeção de Andrés diz respeito aos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento). Os papéis, que inicialmente seriam vendidos a R$ 420 milhões em troca de abatimento de impostos, hoje já estariam valendo R$ 500 milhões de acordo com o ex-presidente corinthiano.

O problema é que apenas R$ 37 milhões dos CIDs foram vendidos. E tal quantia foi integralmente comprada pela Odebrecht, construtora responsável pelas obras da Arena. Na visão, de Andrés, é uma questão de tempo para que o restante seja negociado.

"Porque é uma coisa nova, o pessoal quer desconto grande, teve o promotor entrou com ação. A gente já ganhou em primeira instância, mas causa desconfiança, né? ISS, IPTU são poucas pessoas que pagam bastante. São bancos, shoppings... Leva tempo", comentou, se referindo também aos trâmites enfrentados na Justiça para validas os CIDs.

Por fim, Andrés refutou e até ironizou a possibilidade de o clube perder a gestão do estádio, o que aconteceria caso não conseguisse pagar as contas. De acordo com o coordenador da Arena, não apenas o clube conseguirá arcar com as despesas como também não haveria outra entidade que saberia operar melhor o empreendimento.

"Deus queira! Quem quer pegar isso aqui? É que nem uma casa. Você compra a casa, não pagou, vai renegociar. Vão tomar tua casa? Se você tiver uma só, não. Se você tem quatro casas, aí sim. Se tiver uma casa só, não tomam. Mas se o Corinthians não conseguir pagar, renegocia. Eu te fiz a conta, vai pagar. Deve hoje R$ 1,2 bi com juros. Só que também tem juros do CID, que está em R$ 500 milhões. Quando eu vender o CID e o nome a conta estará errada?", declarou.

"Quem vai querer a gestão? Ninguém sabe operar melhor a Arena que o Corinthians. Quem é o melhor operador para dar esse retorno à Caixa? É o Corinthians? Então vai continuar sendo o Corinthians. Mas o torcedor pode ficar tranquilo: em até doze anos o estádio se paga. É o prazo", completou.

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