Cristóvão Borges sinaliza manutenção do esquema de Tite e fala em 'substituição do pai'

Cristóvão Borges sinaliza manutenção do esquema de Tite e fala em 'substituição do pai'

Por Meu Timão

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Cristóvão Borges comandou, nessa segunda-feira, seu primeiro treino no Corinthians

Cristóvão Borges comandou, nessa segunda-feira, seu primeiro treino no Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

O Corinthians está de cara nova. Mas não tão diferente. Ao menos essa é a promessa de Cristóvão Borges, novo treinador do Timão.

Em entrevista concedida nesta segunda-feira, no CT Joaquim Grava, durante sua apresentação à imprensa, o técnico sinalizou a manutenção do trabalho que vinha sendo feito por Tite, novo treinador da Seleção Brasileira.

Ao ser questionado se manteria o esquema 4-2-3-1/4-1-4-1 que Tite vinha usando, Cristóvão destacou a necessidade de tempo para que o sistema se encaixe e deu a entender que, caso faça substituições de jogadores, fará poucas e aos poucos.

"O time vitorioso que nós aplaudimos, o 4-1-4-1, na virada do ano, na remontagem da equipe, ele (Tite) tentou fazer isso. E aí não funcionou do jeito que ele queria. Porque tudo tem tempo. Processo requer tempo. Ele não jogava assim. Cheguei e agora terei os próximos jogos sem quase que tempo nenhum para treinar. Mesmo que tivesse, não mudaria muito. Se precisar, vou mexer aos poucos. O futuro dirá se esse é o caminho", declarou o treinador que já estreará na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte, contra o Atlético-MG.

Fato é que Cristóvão encontra um elenco "órfão". Desde 2010, com exceção de 2014, os jogadores do Corinthians se acostumaram a prestar serviços a Tite. Seja no 4-1-4-1 ou em qualquer outro esquema que já tenha sido utilizado pelo hoje treinador da Seleção. E o novo comandante alvinegro não vê problema em se encaixar nesse grupo.

"Isso vai depender muito da substituição do 'pai'. Então é comigo. Depende do meu comportamento. Se eu for bem e agradar a eles (jogadores)... E isso acredito muito. Os times que trabalhei, sob muita cobrança, times que a exigência é muito grande, nunca tive problema em lidar com grupos. Nesse momento, para ser treinador, além de estudar, aí a parte é de experiência vivida, prática, tem me ajudado bastante na minha carreira", disse.

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