No Grêmio, Edílson conta bastidores de saída do Timão e revela pedido e choro de Tite

No Grêmio, Edílson conta bastidores de saída do Timão e revela pedido e choro de Tite

Por Meu Timão

Edilson contou bastidores de sua saída do Corinthians

Edilson contou bastidores de sua saída do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Uma das carências do elenco do Corinthians no momento, a lateral direita até pouco tempo atrás tinha em Edilson a segurança de um reserva experiente. E pouco mais de um mês após deixar o Timão rumo ao Grêmio, o jogador fez uma revelação emocionante sobre sua despedida do clube e, mais precisamente, sobre Tite.

"Cheguei no Tite, falei da proposta, ele disse que não me liberaria, que precisava pensar. Daí no outro dia, a mesma coisa. Disse que tinha eu e o Fagner, que daqui a pouco o Fagner ia embora e eu iria jogar. Como eu queria, falei que minha família era daqui, que queria voltar", declarou Edilson em entrevista ao Uol Esporte.

"Disse que sou muito grato pelo que fez comigo até aqui, mas que era hora de eu sair, seguir meu caminho. Ele, como um pai, e quando me despedi acabei chorando, ele também, é uma pessoa que considero com todo coração", completou.

Hoje titular e um dos destaques do Grêmio na campanha que põe o clube gaúcho no G4 do Brasileirão, Edilson vê justamente o técnico Tite como fator fundamental em sua melhora na carreira. O lateral-direito chegou ao Corinthians no início de 2015 e, mesmo sem ser consenso entre a torcida, conquistou a confiança da comissão técnica alvinegra.

"O Tite foi uma das pessoas de suma importância para meu crescimento. Quando cheguei lá eu tinha uma deficiência na linha de quatro. Aprimorei muito com os trabalhos dele, do Clebinho (Cléber Xavier, auxiliar técnico), do Fábio Carille (auxiliar técnico). Foram pessoas muito importantes. Acho que como pessoa também. O trabalho do dia a dia, a postura de olhar olho no olho que o Tite leva, tenho certeza que dará certo na seleção. Foi o que tive de fundamental na minha passagem por lá", contou o jogador.

Na análise de Edilson, ele teve "conduta profissional exemplar" enquanto jogou no Corinthians. Não à toa, chegou à titularidade na reta final do Brasileirão do ano passado, em meio a uma lesão de Fagner. Foi com o então camisa 33 na lateral direita que o Timão se sagrou hexacampeão brasileiro.

"Eu sempre tive uma conduta profissional exemplar no Corinthians. Não há o que reclamar. Só recebi elogios do Tite, do Edu (Gaspar, diretor). O contato mais era profissional. Do lado fora de campo sempre foi tranquilo o grupo. Ele falava muito comigo e com Fagner. Sempre disse que eram dois jogadores do mesmo nível técnico, mas o Fagner estava jogando"< disse.

"Pude fazer mais de 30 partidas lá mesmo sem ser titular no ano passado e acabei o Brasileiro jogando. Fiquei muito feliz com isso e sou muito grato a tudo que aconteceu no Corinthians. Por eu ter chego machucado, terem me aberto as portas e depois ter sido campeão. Foi muito importante. Só tenho a agradecer", finalizou.

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