Cristóvão minimiza Walter no banco e diz não ter pressa para implantar filosofia

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Cristóvão tem trabalho colocado à prova no Corinthians

Cristóvão tem trabalho colocado à prova no Corinthians

Vinícius Souza/Meu Timão

Cristóvão Borges tem lidado com uma série de circunstâncias desde que foi oficializado no comando técnico do Corinthians: o descontentamento explícito de Guilherme pela reserva, a volta de Alexandre Pato, cobranças da Fiel, entre outras. Uma delas parece fazer menos “barulho” dentro do elenco, mas ainda paira sobre os pensamentos do treinador.

Titular neste início de Campeonato Brasileiro, o goleiro Walter está recuperado de um estiramento no músculo adutor da coxa direita, mas não retornou ao time principal. Seu concorrente, Cássio, segue como primeira opção de Cristóvão para a meta alvinegra apesar das falhas frequentes. O possível descontentamento do camisa 27, porém, não incomoda.

“O Walter pode se sentir ‘penalizado’ por sair, assim como o Cássio se sentiria se fosse o contrário, como o Guilherme se sentiu quando saiu”, afirmou Cristóvão em entrevista ao SporTV.

“Agora, não tem como dirigir um grupo desses e ficar tudo redondo, tudo certinho. Tem que fazer aquilo que é importante para o clube. Nós estamos trabalho para o melhor para o clube”, explicou o comandante.

Walter disputou oito partidas na edição 2016 do torneio nacional pelo Timão, todas como titular. Foram cinco gols sofridos, mesmo número tomado pelo companheiro Cássio, que esteve em campo menos vezes (seis). Apesar da superioridade estatística, o ex-arqueiro da União Barbarense terá de lutar pelo status de titular outra vez.

Entre outros assuntos, Cristóvão voltou a falar a respeito da manutenção de grande parte do trabalho realizado por Tite, seu antecessor, hoje na Seleção Brasileira. Para o recém-chegado, aliás, o torcedor corinthiano não verá mudanças significativas, já que não tem pretensão de implantar sua filosofia de jogo “da noite para o dia”.

“Eu não posso chegar e, com uma semana aqui, querer ficar mudando as coisas. Até porque não vou mudar nada do que está funcionando bem. Gosto do futebol bem jogado, bonito, com trocas de passes, controle de jogo, mas são coisas que vou acrescentando na medida do possível”.

“Não tenho a menor pressa em dizer que o Corinthians se parece comigo. Quero é que o Corinthians ganhe”, concluiu.

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